operação da PF

Valdemar Costa Neto, presidente do partido de Bolsonaro, é detido com arma de fogo sem registro

Policiais federais encontraram armamento irregular durante operação de busca e apreensão na casa do líder do PL

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |
Presidente do PL é investigado em inquéritos sobre tentativas golpistas - Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O ex-deputado federal, Valdemar Costa Neto, foi detido na manhã desta quinta-feira (8), por porte de arma de fogo irregular. Costa Neto é presidente do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Continua após publicidade

A arma foi localizada durante operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), no âmbito das investigações sobre tentativa de golpe de Estado envolvendo o bolsonarismo em 2022.

Segundo a jornalista Camila Bomfim, da GloboNews, Costa Neto foi levado à sede da PF em Brasília e estava no local por volta das 11h10 desta manhã. Ainda não havia confirmação se ele seguiria preso ou se seria liberado após esclarecimentos.

Não havia pedido de prisão contra Costa Neto, ou mesmo de apreensão de passaporte (medida que foi aplicada contra Bolsonaro). O Ministério Público Federal (MPF) pediu apenas a busca e apreensão nos endereços dele, após "convicção de participação" na trama golpista.

A PF apontou, segundo o MPF, que pessoas investigadas no âmbito da operação usaram a estrutura do comitê de campanha do PL para "realizar ajustes na minuta de ato de cunho golpista" que seria apresentada em 7 de dezembro de 2022.

A defesa de Costa Neto foi acionada, mas o Brasil de Fato não conseguiu contato até o momento da publicação deste texto.

Falando em nome do partido, o vice-presidente do PL, Capitão Augusto (deputado federal por São Paulo), afirmou em nota que a legenda está confiante de que "em tempo hábil, todas as questões serão devidamente esclarecidas".

"Valdemar Costa Neto conta com nosso apoio incondicional e confiança irrestrita", disse ainda o deputado.

*Nota atualizada às 12h03 de 8 de fevereiro para inclusão do posicionamento do vice-presidente do PL.

Edição: Nicolau Soares