longa história

Lula pede volta às raízes, debate em igrejas e ocupação das ruas ao celebrar 44 anos do PT

Presidente ainda mandou recado a quem está sempre anunciando a morte do PT: 'estamos mais vivos do que nunca'

São Paulo |
Cerimônia de posse do presidente Lula no Palácio do Planalto, quinta vitória do PT - Tânia Rego / Agência Brasil

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), celebrou hoje (10) o aniversário de 44 anos de fundação do Partido dos Trabalhadores, com um texto em que ressalta a história de luta ao mesmo tempo que em pede um retorno às origens.

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"No começo, era só um retalho de pano vermelho com uma estrela branca por cima. Mas por trás daquela bandeira improvisada havia uma determinação muito sólida: mudar a história deste país. E nós mudamos. O PT nasceu enfrentando a ditadura. E ajudou o Brasil a vencer a ditadura. O PT cresceu num momento em que o povo não tinha direitos. E com apenas oito anos de existência ajudou a gravar na Constituição os direitos do povo brasileiro", destacou Lula, em postagem na rede social X, antigo Twitter. 

Sempre ressaltando momentos importantes da história do partido, Lula lembrou os inimigos materiais e ideológicos vencidos, até que o partido conquistasse a presidência da República pela primeira vez, nas eleições de 2002. 

"E em apenas 13 anos no governo conseguimos o que nenhum outro partido, em qualquer momento da história, jamais foi capaz de realizar. Fizemos o país crescer com inclusão social. Tiramos o Brasil do Mapa da Fome. Colocamos o povo pobre no orçamento, na universidade e na vida digna", escreveu.

O presidente aponta ainda para a necessidade de voltar ao diálogo mais próximo com a população e melhorar o diálogo com as igrejas, principalmente as evangélicas. Ao mesmo tempo não deixar de confrontar os ideais fascistas nas redes sociais. 

"É preciso percorrer de novo o Brasil, ocupar as ruas, conversar com as pessoas nos bairros, igrejas, locais de trabalho, movimentos sociais, universidades. Jamais perder de vista a sabedoria do povo brasileiro. Mas é também preciso também promover o debate nas redes sociais. Combater o ódio, a desinformação e as fake news", conclui Lula. 

Edição: Rodrigo Gomes