ARTE E CULTURA

Exposição ‘Quando os sonhos florescem’ é atração no Memorial Luiz Carlos Prestes

A mostra, que reúne artistas que moram no Brasil e radicados na Europa, inaugura na terça-feira (20), às 20h

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A mostra no Memorial Luís Carlos Prestes tem caráter internacional pela participação de três artistas visuais residentes na Europa. | Crédito: Foto: Guilherme Santos/Sul21

As paredes curvas do Memorial Luiz Carlos Prestes – único projeto arquitetônico assinado por Oscar Niemeyer em Porto Alegre – vão abrigar as obras da exposição “Quando os sonhos florescem”. A abertura será na terça-feira (20), às 20h, e a visitação é gratuita e segue até o dia 10 de março. 

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As obras, na sua maioria, são pinturas de pequeno e grande formato, mas também há fotografias e escultura, além do vídeo-arte “Ecos de sonhos entrelaçados”, da artista convidada, Vilma Machado, que será exibido na abertura.

De Haia, Vilma, paulista que vive e trabalha na Holanda, disse que a exposição quer “celebrar o mundo das aspirações e mostrar o poder dos sonhos materializado em ações”. Ela lembrou que o próprio memorial foi um sonho dos idealizadores da construção e de Niemeyer.

A mostra tem caráter internacional não apenas pela participação da artista. A exposição contará com a apresentação de obras de Deni Corsino, gaúcha que mora em Milão (Itália); e a milanesa Alice Arcando. Nomes locais, também, compõem o grupo de 25 artistas da exposição coletiva que tem curadoria de Clauveci Muruci e Gabriely Santos. Entre os artistas, estão Bina Monteiro, Marcos Strey, Graça Craidy, Neca Lahm, Inez Pagnoncelli, Graça Tirelli e Fabian Gloeden.

Entre os trabalhos expostos, há uma fotografia, de 165 x 110 cm, de um homem vestido de terno submerso em uma piscina. “Fotografei de cima de uma plataforma e com um grande esquema de iluminação. Utilizei uma Canon 5Ds de 50.6 megapixel. Lente Canon 24-70”, conta o autor, Fabian Gloeden.


'Submerso', obra fotográfica de Fabian Gloeden / Obra: Fabian Gloeden

Graça Craidy exibe cinco retratos do patrono do memorial, o porto-alegrense Luiz Carlos Prestes (1898/1990), o “Cavaleiro da Esperança”, produzidos com guache. Inez Pagnoncelli mostra um díptico, no qual a figura de Fernando Pessoa é dividida para simbolizar o consciente e o inconsciente do poeta português. Outro exemplo de trabalho é “Banana”, acrílica sobre tela, de Marcos Strey.


Editado por: Marcelo Ferreira

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