SAÚDE PÚBLICA

Número de casos prováveis de dengue no estado do Rio está seis vezes maior que o esperado

Até o dia 15 de fevereiro, número de casos da doença estava em 41.252 em todo o RJ; taxa de transmissão segue em alta

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |
Quatro mortes por dengue foram confirmadas no RJ - ©Mauro Pimentel / AFP

O estado do Rio de Janeiro está com número de casos prováveis de dengue seis vezes acima do limite máximo esperado para esta época do ano. Os dados são do boletim semanal Panorama da Dengue e tem como base a série histórica dos últimos dez anos. O levantamento foi divulgado na última sexta-feira (16) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ). 

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A análise mostra ainda que a tendência de aumento na transmissão de casos mantém-se pela nona semana consecutiva. Até 15 de fevereiro, foram registrados 41.252 casos de dengue em todo o estado, número equivalente a 80% dos casos notificados em todo o ano de 2023, quando o Rio de Janeiro teve 51.479 casos da doença. Quatro pessoas morreram pela doença no estado do Rio este ano.

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O período analisado pelo boletim corresponde à Semana Epidemiológica 6 (SE 6), que vai de 04/02/2024 a 10/02/2024, incluindo o período de carnaval. Foram registrados 6.593 casos. Com base no modelo de análise, a secretaria estima que podem chegar a 25 mil novos casos no período. Ou seja, cerca de 19 mil registros ainda devem entrar no sistema.

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O Panorama da Dengue apresenta também o indicador Excesso de Casos (EC), que mostra quantas vezes o número de casos registrados excede o limite máximo considerado dentro do esperado para o momento atual. Por essa métrica, as Regiões Metropolitana I - que inclui a capital e Baixada Fluminense - e Serrana são as que apresentam o maior excesso de casos (20 vezes e 5,6 vezes, respectivamente). Em seguida vêm as regiões Centro-Sul (EC = 4,7 vezes) e Baía de Ilha Grande (EC aproximado de 3 vezes), onde estão Angra, Paraty e Mangaratiba.

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“É importante também que a população esteja junto conosco neste momento, com uma série de medidas para controlar e eliminar focos de dengue dentro de casa, onde ficam 80% dos criadouros do Aedes aegypti”, afirma Claudia Mello, secretária de estado de Saúde.
 

Fonte: BdF Rio de Janeiro

Edição: Jaqueline Deister