GREVE

Funcionários públicos da Argentina fazem greve nacional de 48 horas 

Anúncio surgiu após trabalhadores rejeitarem oferta do governo Milei

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Associação dos Trabalhadores do Estado na Argentina decide greve nacional em forma de protesto contra Javier Milei - Twitter/rodoaguiar

Na segunda-feira (25), a Associação dos Trabalhadores do Estado (ATE) da Argentina declarou greve nacional de 48 horas. A decisão foi tomada como forma de protesto contra a possível demissão de um grupo de funcionários do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) pelo governo. 

Como parte do dia de luta, e diante da ameaça de demissões, além dos trabalhadores da Senasa, a greve afetará o funcionamento dos portos, aeroportos e alfândegas do país. 

O secretário-geral da ATE, Rodolfo Aguiar, confirmou a greve e emitiu comunicado criticando o presidente argentino, Javier Milei, pela ameaça de despedir 30 por cento dos trabalhadores da fábrica da Senasa. 

Diante da ameaça da onda de demissões, os trabalhadores da entidade expressaram sua preocupação e exigiram que seus postos de trabalho sejam respeitados. 

O anúncio da ATE aconteceu após a oferta de 8% que o governo de Milei fez na discussão do contrato coletivo ser rejeitada. 

A mobilização incluirá assembleias e protestos barulhentos nas dependências oficiais e uma marcha ao Instituto de Agricultura Familiar, cujo fechamento foi anunciado pelo governo, incluindo a demissão de pelo menos 900 trabalhadores. 

A entidade indicou que o protesto terminará com ato em frente à sede da Secretaria de Agricultura Familiar. 

Sobre a discussão do contrato coletivo, o dirigente sindical, Rodolfo Aguiar, afirmou que a proposta do governo é inaceitável e que é uma oferta que constitui o maior ajuste que as receitas do setor público sofreram nos últimos anos. Aguilar advertiu que com esta decisão, o governo empurra para a pobreza dezenas de milhares de trabalhadores do estado.