MEMÓRIA E VERDADE

'Aqui mora um golpista': Em Curitiba, ato contra apoiadores da tentativa de golpe de 8 de janeiro denuncia Pedro Lupion

Deputado federal integrou o governo Bolsonaro e defendeu publicamente o movimento golpista

Brasil de Fato | Curitiba (PR) |
Atos aconteceram em 10 capitais em todo o Brasil - Divulgação

O movimento de juventude realizou protestos em frente às residências de políticos e personalidades da extrema direita que articularam a tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Os atos ocorreram na madrugada e manhã desta segunda-feira (01), data que marca os 60 anos do golpe militar no país, em 10 capitais do país ações simultâneas.

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Em Curitiba, a colagem de cartazes e faixas aconteceu diante da residência do deputado federal Pedro Lupion (Progressistas). Atual presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), originário de família ligado ao agronegócio, Lupion integrou o governo Bolsonaro e defendeu publicamente a tentativa de golpe no dia 8 de janeiro

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Os protestos marcam os 60 anos do Golpe Militar de 1964 que instaurou a ditadura no Brasil, ocorreram nos seguintes estados: Maranhão, Roraima, Amapá, Paraná, Ceará, Distrito Federal, Mato Grosso, Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo.

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Nome ligado ao agronegócio no Paraná, contrário à reforma agrária e defensor do legado de Bolsonaro, Levante denunciou figura de Pedro Lupion / FPA

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“Aqui mora um golpista”

Com o mote “Aqui mora um golpista: por verdade, memória e justiça”, cartazes com os rostos dos denunciados e reproduções da Constituição Federal com manchas de tintas vermelhas remetendo a sangue, o Levante Popular da Juventude esteve em várias residências nos estados para denunciar a tentativa de golpe em 2023 e explicitar sua relação com o Golpe Militar de 1964.

“A democracia brasileira sofreu constantes ataques ao longo da história do nosso país. Constantemente as elites , que detém poder político e econômico, tentam impedir que o povo brasileiro decida seus próprios rumos. Muitas vezes, com influência dos poderosos de outros países. Foi assim com o Golpe Militar de 1964 e foi assim em janeiro de 2023. Quando sentem que seus projetos são ameaçados, tentam um golpe, às custas do futuro dos trabalhadores e das trabalhadoras do país”, afirma Júlia Aguiar, da Coordenação Nacional do Levante Popular da Juventude.

Os alvos denunciados, explica o movimento, tiveram ligação direta com a elaboração da minuta ministerial que tentou permitir a intervenção federal ou cumpriram papel ativo na mobilização e difusão da pauta nas redes sociais.

“Estamos mais uma vez na porta de quem ataca a democracia, ataca nosso direito de ter voz, ataca os direitos humanos fundamentais. A juventude sabe o quão caro é nosso direito à voz, a tomar decisões. Não assistimos e nem assistiremos calados e caladas a tentativa de venderem nosso país. Está na prioridade do dia, para quem defende a democracia, combater as ideias da extrema-direita que tenta acabar com ela. O Levante Popular da Juventude seguirá sendo essa ferramenta de organização da indignação da juventude contra as injustiças e desigualdades.” Afirma Daiane Araujo, da coordenação nacional do movimento.

Os porta-vozes do movimento reafirmaram que seguirão pressionando para que o caso seja investigado e que não haja anistia para os envolvidos.

Fonte: BdF Paraná

Edição: Pedro Carrano e Lucas Botelho