desdobramentos

Campanha 'Com milícia não tem jogo!' quer reunir frente ampla para acompanhar caso Marielle

Abaixo-assinado online tem objetivo de mobilizar atenção e transparência sobre crise da segurança pública no Rio

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |
A vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes foram assassinados em 14 de março de 2018 - Mauro Pimentel/ AFP

Na última sexta-feira (29), o diretório do PSOL no Rio de Janeiro lançou a campanha "Com milícia não tem jogo!", que tem como objetivo construir uma frente ampla para acompanhar a crise se instalou no estado após a prisão dos supostos mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

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A campanha, que alerta para a necessidade de se refundar o Rio de Janeiro sobre bases democráticas e socialmente justas, tem um site e abaixo-assinado. A lista de assinaturas já conta com a adesão de parlamentares como Tarcisio Motta (PSOL), Lindbergh Farias (PT) e Jandira Feghali (PCdoB), além de Felipe Netto, Camila Pitanga, José de Abreu, Teresa Cristina, Fabio Porchat, Fernanda Abreu, Luiz Antonio Simas, Sueli Carneiro, Eduardo Viveiros de Castro, Maria Ribeiro, Vladimir Safatle, Jaqueline Muniz e Luiz Eduardo Soares.

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"A prisão dos mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes escancarou algo que os moradores do Rio de Janeiro conhecem há muito tempo: existe um ecossistema criminoso que atua dentro do aparelho de Estado para garantir o domínio de grupos armados na cidade. São grupos que lucram com a exploração da pobreza construída a partir da histórica omissão do poder público em garantir direitos. É preciso romper com esse ciclo. É preciso enfrentar esse marco de poder e refundar o Rio de Janeiro sobre bases democráticas e socialmente justas", diz trecho da apresentação da campanha no site.

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A assinatura do abaixo-assinado é feita de forma online, a partir do acesso do link: https://commilicianaotemjogo.com.br/. 

 

Fonte: BdF Rio de Janeiro

Edição: Mariana Pitasse