Educação

Professores da UFPR aprovam greve a partir de 15 de abril

Foram 322 votos favoráveis e 175 contrários em assembleia geral da categoria

Brasil de Fato | Curitiba (PR) |
A categoria se mobiliza por reajuste salarial e melhores condições de trabalho. - Foto: Divulgação / Coletivo Autonomia e Luta

Os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) aprovaram a deflagração da greve a partir da próxima segunda-feira (15). A decisão foi tomada em assembleia geral da categoria na tarde desta terça-feira (9). Foram 322 votos favoráveis e 175 contrários. A categoria se mobiliza por reajuste salarial e melhores condições de trabalho, incluindo a recuperação do orçamento das universidades federais.

Embora o movimento grevista tenha um forte adesão nacional, a decisão sobre a participação na greve é local, sendo deliberada pelos próprios professores em suas respectivas assembleias nas universidades. O resultado desta assembleia será encaminhado à próxima reunião do setor das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), agendada para o dia 10 de abril. 

Com a aprovação, será concedido um prazo de 72 horas para que o governo federal e as reitorias sejam formalmente notificados sobre a decisão de iniciar a greve a partir do dia 15 de abril.

Reivindicações

As reivindicações dos professores abrangem aspectos distintos. Em termos salariais, a categoria defende uma proposta de reajuste salarial de três parcelas de 7,06% nos anos de 2024, 2025 e 2026, visando compensar as perdas salariais acumuladas desde o governo Temer. Enquanto isso, a proposta do governo permanece em 0% para 2024 duas parcelas de 4,5% para 2025 e 2026.

Outra reivindicação não atendida até o momento é a revogação de medidas do governo Bolsonaro que atacam os servidores e os serviços públicos, incluindo o projeto de Reforma Administrativa (PEC 32), que ainda tramita no Congresso Nacional.

A recuperação do orçamento das universidades federais também é uma demanda das categorias. As universidades vêm recebendo valores abaixo do necessário para manter as despesas por matrícula entre os anos de 2010 e 2022. Além disso, as negociações sobre a reestruturação da carreira dos docentes federais estagnaram, assim como as pautas específicas que ainda não foram discutidas devido à falta de respostas do Ministério da Educação (MEC) às solicitações de reunião com o ANDES.

Outra reivindicação não atendida é a equiparação dos benefícios com os demais Poderes, com destaque para o aumento insuficiente no vale-alimentação, que não contempla aposentados e pensionistas, e a falta de adequação do auxílio-creche. Enquanto o vale-alimentação passaria de R$ 658,00 para R$ 1.000,00, o auxílio-creche aumentaria de R$ 321,00 para R$ 484,90, deixando de beneficiar parte dos professores.

Fonte: BdF Paraná

Edição: Pedro Carrano