Educação

Educadores realizam atos pelo Paraná em memória ao 29 de abril e “Educação Sem Violência”

Os protestos tiveram adesão à Plataforma Zero em todos os estabelecimentos da rede estadual

No audio source provided.
Ato em Memória ao dia 29 de abril de 2015 aconteceu nesta quinta em frente ao Palácio Iguaçu | Crédito: Giorgia Prates

Nesta segunda-feira (29), professores e funcionários de escolas da rede estadual do Paraná foram às ruas relembrar o massacre ocorrido em 29 de abril de 2015 e denunciar as violências que o estado continua promovendo contra a categoria.

O Massacre do Centro Cívico, marca um ataque covarde contra os servidores que estavam defendendo seus direitos. Nove anos atrás, por ordem do governo Beto Richa, a Polícia Militar atirou bombas, sprays de pimenta e tiros de borracha contra centenas de educadores, deixando mais de 400 feridos e hospitalizados.

Neste ano, o dia foi marcado por uma mobilização intensa de educadores, que aderiram à “Plataforma Zero” em todos os estabelecimentos da rede estadual, uma paralisação no uso de aplicativos educacionais que o governo determina o uso obrigatório.

“Exigimos o fim da obrigatoriedade do uso das plataformas. Nós queremos abrir junto com a Seed um período de avaliação da efetividade e do uso das plataformas educacionais, que têm sido impostas”, afirma Walkíria Mazeto, presidenta da APP-Sindicato.

Manifestações em Curitiba

Em Curitiba, as mobilizações aconteceram em dois momentos. Pela manhã, manifestantes se reuniram em frente à Secretaria da Educação (Seed) e uma comissão se encontrou com diretores da pasta para cobrar o atendimento da pauta. 

“Todos os anos marcamos a memória deste dia para que a violência ocorrida em 2015 não se repita. Neste ano de 2024, estamos iniciando o 29 de abril em frente à Seed porque entendemos que algumas práticas e algumas metodologias utilizadas pela secretaria estão sendo violentas com as escolas e com os trabalhadores da educação”, explica a presidenta da APP-Sindicato.


Comissão da APP-Sindicato se reúne com Secretaria da Educação (Seed). / Foto: Quem TV/ APP

No período da tarde, os manifestantes se reuniram na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em uma ação da direção estadual da APP-Sindicato, em conjunto com os Núcleos Sindicais da região. 

Walkíria Mazeto, acompanhada de uma comissão, entrou em reunião com o líder do governo, deputado estadual Hussein Brakri (PSD), para discutir as reivindicações da categoria, com foco na pauta financeira.

“Trazemos a pauta dos funcionários e funcionárias, para que possamos ter a revisão da tabela, mas também o fim da terceirização e o retorno de concurso público. Estamos na luta pelos aposentados e aposentadas. Nós queremos que aqueles 14% da contribuição previdenciária só sejam cobrados dos valores que ultrapassarem o teto do INSS”, disse Walkiria.

Protestos no interior do estado

Nas cidades do interior do estado, os atos em memória ao 29 de abril repetiu-se em frente às sedes dos Núcleos Regionais de Educação (NRE). Nas escolas, os educadores fixaram faixas, cartazes, entregaram uma carta à comunidade e promoveram mais uma edição do protesto “Plataforma Zero”.


Educadores da cidades do interior do estado promoveram uma série de manifestações e atividades em memória à data. / Foto: APP-Sindicato/ Reprodução

Com informações da APP-Sindicato.

Editado por: Pedro Carrano
Sindicalizadas/os no SISMUC

|

Newsletter