Neste momento, 20:30, do dia 9, a Polícia Militar começa a cercar o entorno da ocupação Resistência Forte, ocorrida no dia 27 de abril, no bairro Campo Comprido. Tudo indica que o despejo forçado vai ser realizado amanhã (10), pela manhã.
É fato, porém, que não pode haver qualquer ação neste sentido na parte da noite e da madrugada.
Há ordem de reintegração de posse contra a comunidade que hoje abriga 200 famílias, em terreno objeto de disputa pelo espólio, abandonado há mais de vinte anos.
No dia de hoje (9), as famílias haviam ido até a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) em busca de mediação para o caso por parte do governo do Paraná.
Às 15:30, conseguiram agenda com a Superintendência de Diálogo e Interação Social (SUDIS), do governo do Paraná, que recebeu uma comissão de moradores, mandatos parlamentares e integrantes da Frente de Organização dos Trabalhadores (FORT).
Rolland Rutyna, secretário da SUDIS, comprometeu-se na reunião em abrir um canal de negociação com na prefeitura de Curitiba e os proprietários do imóvel, bem como de encaminhar à Casa Civil do governo estadual uma recomendação para a criação de um grupo de trabalho emergencial.
Além de fazer uma recomendação ao governo Ratinho Jr sobre a necessidade de mediação para esta situação e para as oito famílias ameaçadas na rua Olga de Araújo Espíndola, no bairro Novo Mundo.
A reportagem do Brasil de Fato Paraná tentou contato com a assessoria de imprensa da PM para entender a situação e o cerco contra a comunidade, porém não conseguimos resposta até o momento sobre o atual operativo. Assim que tivermos respostas, publicaremos neste espaço.
Policiais seguem bloqueando as ruas do entorno e pedindo identidade das pessoas que passam no local. A ocupação Resistência Forte, por sua vez, pede apoio da sociedade civil e a presença da Comissão de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça do Paraná.
