SOBERANIA NACIONAL

Governo investe R$ 1,2 bilhão para iniciar a reativação da Fábrica de Fertilizantes (Fafen)

Em 2021, uma Frente Parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná atendeu pedido dos operários e solicitou reabertura

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Retomada da Fafen é simplesmente estratégica para o país | Crédito: Divulgação Petrobrás

O setor petroquímico do Paraná não tem o que reclamar do governo Lula. Desta vez a boa notícia é a reabertura da Fafen – fábrica de fertilizantes de Araucária (PR). O anúncio foi feito pela Petrobrás na quinta-feira (6). A Fafen havia sido fechada no governo Bolsonaro, apesar de protestos, contando com a omissão do governador Ratinho Junior.

A Petrobrás aprovou o retorno das atividades operacionais da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA), subsidiária integral da companhia. A fábrica, localizada no Paraná, está hibernada desde 2020.

“Serão imediatamente iniciados todos os procedimentos necessários à retomada da fábrica, incluindo a publicação dos editais para contratação de serviços de manutenção e de materiais críticos. Com a decisão, a Petrobrás autoriza também que a ANSA celebre acordo e efetue a contratação dos antigos empregados, condicionada à homologação do acordo pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). A previsão é que a operação seja reiniciada no segundo semestre de 2025”, diz o comunicado.

No Paraná, aconteceram muitos protestos contra o fechamento e a favor da reabertura da Fafen. Em 2021, por exemplo, a reabertura não foi possível, mesmo ela podendo ser útil na produção de oxigênio hospitalar em um momento grave de combate à Covid. Naquela época, na gestão Bolsonaro, a direção da Petrobras vetou a reabertura.

“A Petrobras esclarece que a fábrica de nitrogenados nunca produziu e não tem estrutura para isso. A planta tem uma área e precisaria de uma adaptação. Para ser feito com segurança, é necessário estudos e investimentos. Não existem insumos neste momento”. De acordo com a Petrobras, a reabertura neste momento não contribuiria diretamente para o combate à pandemia.

Ainda em 2021, uma Frente Parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná atendeu o pedido dos operários e assinou pedido para que as atividades da Fafen-PR fossem restabelecidas. O documento foi encaminhado em março ao chefe da Casa Civil, Guto Silva.

Fechada em março 2020, a Fafen entrou em operação no Paraná em 1982 e passou a integrar o portfólio de produção de fertilizantes em junho de 2013. A capacidade de produção anual já foi de 700 mil toneladas de ureia e 475 mil toneladas de amônia, além de produzir o Agente Redutor Líquido Automotivo (Arla 32) e empregar aproximadamente mil trabalhadores, somados diretos e indiretos.

Governo Lula reafirma investimentos no Paraná

A decisão do governo Lula é mais uma boa notícia para o Paraná. Ela foi comemorada pela deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que fala do investimento de R$ 1,2 bilhão para dar início ao processo de reativação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná, localizada em Araucária.

“Essa vitória é fruto de um esforço conjunto e da determinação de todos que acreditaram na importância da Fafen para o Paraná e para o Brasil. Lutamos muito ao lado dos trabalhadores e sempre contamos com o apoio do presidente Lula, que defende a soberania do nosso país. Viva a Fafen”, ressaltou.

Repar retirada da lista de 'privatizáveis'

A outra boa notícia vinda do governo federal foi a retirada da Repar da lista de refinarias que poderiam ser privatizadas. O anúncio da Petrobras foi feito em um Fato Relevante em que o Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica decidiu favoravelmente à renegociação do Termo de Compromisso de Cessação (TCC). Era esse termo de 2019, na gestão Bolsonaro, que autoriza a privatização de oito refinarias. Entre elas, a Repar.

Com o novo direcionamento, “as novas obrigações pactuadas contemplam também as investigações instauradas após a celebração do TCC e preservam o objetivo de manutenção da competitividade no mercado de refino e expansão de agentes independentes, em um momento de transição na configuração do sistema de refino brasileiro. Tendo em vista o exposto acima, a Diretoria Executiva da Petrobras retirou da sua carteira de desinvestimentos os seguintes ativos: REPAR, RNEST, REGAP, REFAP, LUBNOR”, diz a Petrobras.

Editado por: Pedro Carrano

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