EMPREGO E RENDA

Renda média do brasileiro cresce 4% no 1º trimestre de 2024

Entre janeiro e março deste ano, a massa salarial alcançou uma média mensal de R$ 309,7 milhões

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Os filhos contarão com pai e mãe em casa uma vez a cada sete domingos se ambos forem operários fabris | Crédito: Arquivo / Agência Brasil

do Portal Verdade

Em 2024, a renda média do trabalhador brasileiro aumentou em comparação a 2023. A informação foi verificada pelo Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em nota intitulada “Retrato dos Rendimentos do Trabalho – Resultados da PNAD Contínua do Primeiro Trimestre de 2024”.

De acordo com o levantamento, nos primeiros três meses deste ano, a renda média dos brasileiros foi de R$ 3.137, registrando um aumento de 1,5% em relação ao trimestre anterior e de 4% na comparação com os primeiros três meses do ano passado, quando o valor atingiu R$ R$ 3.017.

Entre janeiro e março deste ano, a massa salarial alcançou uma média mensal de R$ 309,7 milhões. O montante corresponde a mais R$ 19,2 milhões que no mesmo trimestre de 2023 (+6,6%).

Na análise por vínculo de ocupação, os dados revelam que, no primeiro trimestre de 2024, excluindo-se os empregadores, os trabalhadores por conta própria tiveram o maior crescimento de renda interanual, com aumento de 6,9%, após alta de apenas 1% da renda no trimestre anterior.

Por sua vez, os trabalhadores do setor público tiveram crescimento de 4,9%, os empregados sem carteira assinada, de 4,4% e os empregados com carteira assinada apresentaram avanço de 3%.

A advogada Bianca Peres chama atenção para a constatação de que maiores pagamentos sem vínculo formal podem ocultar prejuízos a médio e longo prazo.

“Algumas empresas ofertam vagas com salários mais altos, porém sem contratação efetiva. Não arcando com direitos trabalhistas que são responsabilidade dos contratantes, é possível garantir remuneração superior, porém este trabalhador fica sem estabilidade, acesso a férias, 13º salário, seguro-desemprego, entre outras garantias. Com o passar do tempo, esta diferença, que não costuma ser muito grande na maioria das vezes, deixa de ser atrativa, se consideramos que o trabalhador estará totalmente desprotegido”, adverte.

Na avaliação setorial, no primeiro trimestre do ano, os trabalhadores da indústria, transporte e serviços registraram o maior crescimento na renda, com alta superior a 6%; enquanto os setores de agricultura, construção e serviços profissionais tiveram aumentos mais modestos, com elevação de renda habitual de 0,5%, 0,8% e 0,9%, respectivamente.

O levantamento por grupos demográficos, na comparação do primeiro trimestre de 2024 com o mesmo período de 2023, apontou que os trabalhadores adultos (40 a 59 anos), com ensino médio e moradores da região Norte apresentaram os maiores aumentos de renda. Entretanto, o crescimento foi menor para trabalhadores do Nordeste, entre os jovens (14 a 24 anos) e os chefes de família.  

Editado por: Pedro Carrano

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