DIREITO TRABALHISTA

Trabalhadores terceirizados da Alep enfrentam disparidade salarial em contratos milionários

Parlamentar questiona contratos com empresas terceirizadas e cobra medidas para melhorar as condições dos trabalhadores

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No Paraná, plenária do PPA lotou as galerias da Assembleia Legislativa | Crédito: Foto: Orlando Kissner/ALEP

O deputado estadual Renato Freitas (PT) fez críticas na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) a contratos de terceirização firmados pela casa. Durante a sessão desta segunda-feira (14), Freitas apontou disparidades entre os valores repassados pela Alep a empresas contratadas e os salários efetivamente pagos aos trabalhadores terceirizados. Ele chamou a atenção para o que considera uma margem de lucro excessiva das empresas, que, segundo o parlamentar, acaba por prejudicar as condições dos funcionários.

Uma das empresas mencionadas, a ADSERVI Administradora de Serviços, responsável por atividades como limpeza e manutenção, tem um contrato anual de quase R$ 9 milhões com a Alep. De acordo com Freitas, cada operadora de elevador, por exemplo, custa aproximadamente R$ 3.731,02 mensais à Assembleia, mas recebe um salário líquido de R$ 1.159,29. A diferença entre o repasse à empresa e o valor pago aos trabalhadores também se repete nos casos de outros funcionários, como os responsáveis pela limpeza e as copeiras, cujos salários são significativamente inferiores ao custo repassado à terceirizada.

Freitas pediu que a presidência da Alep reavaliasse os contratos com essas empresas, argumentando que os valores pagos aos trabalhadores não são condizentes com os recursos destinados pela Casa. "Precisamos garantir condições justas e dignas para quem trabalha aqui", afirmou o deputado durante o discurso.

A presidência da Alep ainda não se manifestou sobre as críticas.

Editado por: Mayala Fernandes

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