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Brics aprova ingresso de Cuba, Bolívia e mais 11 países como ‘parceiros’

Agora a presidência russa realiza consultas com os países convidados para oficializar adesão

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Líderes do Brics se reúnem durante sessão plenária na cúpula em Kazan, em 24 de outubro de 2024 | Crédito: Maxim Shemetov / POOL / AFP

Os países do Brics chegaram a uma definição de 13 países para se juntar à associação na categoria de "Estados parceiros". No entanto, não haverá uma oficialização da entrada destes países durante a cúpula, já que a partir desta definição, a presidência russa passa a realizar consultas com os países parceiros para oficializar a adesão ao Brics. O número foi confirmado anteriormente pelo assessor presidencial russo, Yuri Ushakov.

O grupo dos países convidados a fazer parte do Brics como "Estados parceiros" é composto por: Turquia, Indonésia, Argélia, Belarus, Cuba, Bolívia, Malásia, Uzbequistão, Cazaquistão, Tailândia, Vietnã, Nigéria e Uganda.

De acordo com fontes diplomáticas da delegação brasileira em Kazan ouvidas pela reportagem do Brasil de Fato, a Venezuela ficou fora da lista por conta de um veto do Brasil, apresentado durante as negociações preliminares da cúpula.   

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que os países líderes do Brics chegaram a um consenso sobre os "critérios e princípios" que irão reger a expansão do bloco no futuro. A afirmação foi feita na última quarta-feira (23) durante uma entrevista coletiva à mídia brasileira presente em Kazan, na Rússia, durante a 16ª Cúpula do Brics.

"A discussão foi sobre os critérios e os princípios que vão orientar a ampliação futura dos Brics. Agora, são 10 países e, no futuro, haverá outros. Foi discutido, foi aprovado, houve consenso sobre os princípios e critérios que guiarão essa ampliação", disse o ministro.

"Esse foi o maior trabalho que houve nesses últimos dias, conduzido pelos sherpas. Quanto à lista, será decidido daqui para frente. Teremos consultas, e a presidência russa fará consultas com cada um dos membros atuais, e anunciaremos os países. Se não for até o final do ano, será no próximo e passará para a presidência brasileira", acrescentou.

O documento final da 16ª Cúpula do Brics, intitulado de "Declaração de Kazan", confirmou o estabelecimento da categoria de "Países Parceiros do Brics", destacando "considerável interesse dos países do Sul Global". 

De acordo com as autoridades russas, mais de 30 países manifestaram o desejo de colaborar de alguma forma com o grupo Brics

Líderes de 36 países participam da cúpula em Kazan

De acordo com a organização da 16ª Cúpula do Brics, 36 países enviaram líderes para participar do evento. Também participa da cúpula o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, o que gerou críticas por parte da Ucrânia.

O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia criticou o fato de que Guterres aceitou o convite do presidente russo, Vladimir Putin, para participar da cúpula do Brics, mas absteve-e de participar "cúpula de paz" sobre a guerra na Ucrânia.

"O secretário-geral da ONU rejeitou o convite da Ucrânia para a primeira Cúpula Global da Paz na Suíça", disse o ministério ucraniano. "Esta é uma escolha errada que não promove a causa da paz. Isso só prejudica a reputação da ONU", declarou a chancelaria ucraniana. 

De acordo com o porta-voz do secretário-geral da ONU, Farhan Haque, "secretário-geral reiterará a sua conhecida posição em relação à guerra na Ucrânia e às condições para uma paz justa baseada na Carta da ONU, no direito internacional e nas resoluções da ONU". 

Haque destacou que Guterres participa da cúpula dos Brics em Kazan "tal como fez anteriormente na África do Sul, pois esta é uma prática padrão para participar em reuniões de organizações como o G7 e o G20, que incluem muitos Estados importantes".

Editado por: Nathallia Fonseca

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