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Ataque a delegacia no RJ expõe falência da política de segurança pública, avaliam parlamentares

Após ataque a tiros na 60ºDP, políticos cobram 'mais inteligência e menos bravatas' de Claudio Castro (PL)

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delegacia Caxias | Crédito: Reprodução

No último domingo (15), criminosos fortemente armados atacaram a tiros de fuzil a 60º Delegacia de Polícia (DP) no bairro de Campos Elísios, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A ação "ousada", como classificou o governador Claudio Castro (PL), foi uma tentativa de resgatar traficantes que já haviam sido transferidos no momento do ataque.

Ao menos dez criminosos cercaram a DP e abriram fogo. Dois policiais que estavam de plantão reagiram e, mesmo baleados, conseguiram impedir a invasão. A Polícia Civil teve que interditar o prédio devido à destruição. Castro chamou atenção por não se solidarizar com os servidores que viveram momentos de terror. 

Em sua primeira manifestação sobre o caso, o governador se referiu à "turminha dos direitos humanos" para dizer que "não encham o meu saco, porque a resposta será dura e na mesma proporção, só que com efetividade e dentro da lei". Imediatamente, parlamentares do Rio foram às redes sociais contra a postura de Castro.

A deputada estadual Renata Souza (Psol) afirmou que o governante, na verdade, tenta desviar da responsabilidade das políticas de segurança pública. E que o ataque foi consequência da falta de "estratégia, articulação e de um plano estruturado a partir de evidências".

"Uma política de segurança pública efetiva deve se basear mais em inteligência e menos em bravatas. A narrativa contra a 'turminha dos direitos humanos' é uma tentativa de deslocar a sua responsabilidade como condutor da política de segurança pública e das forças policiais. O ataque à 'turminha dos direitos humanos' demonstra uma profunda insensibilidade e falta de sabedoria no entender que a segurança pública começa efetivamente na promoção e na garantia de direitos", escreveu Souza.

Incompetência

Elika Takimoto (PT), deputada estadual, ironizou que "a culpa é do governador e ele a põe em quem ele quiser. Já falou que era do prefeito, do STF e, agora, dos direitos humanos", escreveu. Para o deputado estadual Carlos Minc (PSB) o caso expõe a "falência total da segurança do Rio". 

"Desprezam a perícia, desprezam a investigação, desprezam até programas comunitários e de geração de empregos nas próprias favelas. Acham que tudo se resolve com tiro, porrada e bomba, e, na verdade, quem tá dando tiro, porrada e bomba neles são os bandidos. Será que vão culpar também a ADPF [das Favelas] por essa falência total da Segurança Pública do Rio?", questionou Minc.

Por fim, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) afirmou que nesta quinta (20) a bancada do Rio terá uma audiência com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, sobre a segurança do estado. "A política de segurança pública do governador bolsonarista Claudio Castro é uma tragédia que só leva terror à população. O Rio não aguenta mais tanta incompetência e violência. Nossa solidariedade aos policiais e suas famílias", concluiu Jandira.

Editado por: Clívia Mesquita

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