política carioca

Em 1° discurso na Câmara Municipal do Rio, Maíra do MST questiona vereador Carlos Bolsonaro

Postura antidemocrática de Carlos Bolsonaro em sessão de posse dos vereadores foi criticada pela parlamentar

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Maíra do MST durante a 12° sessão extraordinária que marcou o início da 12ª Legislatura da Câmara Municipal do Rio | Crédito: Foto: Luciola Villela/CMRJ

Na última segunda-feira (17) ocorreu, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a sessão extraordinária que marcou o início da 12ª Legislatura. A solenidade contou com a presença do prefeito Eduardo Paes (PSD), do vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) e dos 51 vereadores eleitos.

Com a volta dos trabalhos legislativos, os parlamentares fizeram seus primeiros discursos na tribuna. Em seu 1º discurso no plenário, a vereadora Maíra do MST (PT) criticou a condução da sessão de posse dos vereadores em 1° de janeiro. A cerimônia foi presidida pelo vereador mais votado da cidade, Carlos Bolsonaro (PL). Segundo Maíra, o parlamentar ao anunciar as autoridades presentes, ignorou a presença da deputada estadual Marina do MST (PT) e do coordenador geral do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Paulo Rodrigues, que esteve entre as representações da sociedade civil. 

“Em 41 anos de história, o MST é alvo de ataques. Muito antes das fake news atuais, já lidávamos com mentiras e desinformação. Não é novidade que a extrema direita odeia o MST e tudo que o movimento representa. Em 1º de janeiro, durante a posse dos vereadores e vereadoras, cuja sessão foi presidida por Carlos Bolsonaro, ele anunciou todas as autoridades presentes, menos a nossa companheira Marina do MST, deputada estadual. Essa foi a primeira demonstração de que o bolsonarismo não tolerará nossa presença nos espaços, quebrando os rituais estabelecidos nessa casa. Assim, a extrema direita vai criando um ambiente antidemocrático, desrespeitando regras, mas não baixaremos a cabeça”, disse Maíra para o Brasil de Fato. 

Após o discurso de Maíra criticando a discriminação ao MST, o vereador Rogério Amorim (PL) usou a sua fala para endossar ataques ao movimento e também à parlamentar. “Infelizmente o MST ainda está aqui. Num país sério, o MST seria já considerado um grupo criminoso e seria banido”, enfatizou o parlamentar.

O Brasil de Fato procurou o mandato do vereador Carlos Bolsonaro para comentar o caso, mas o parlamentar não retornou até o fechamento desta reportagem.

Editado por: Jaqueline Deister

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