Literatura Marginal

Conexões de Quebrada: projeto promove ciclo de debates no DF

Escritores e artistas podem se inscrever, até 15 de março, no Chamamento Marginal para publicar suas obras em coletânea

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Conexões de Quebrada | Crédito: Conexões de Quebrada realiza ciclo de palestras no campus UnB de Planaltina (DF) e organiza publicação coletiva de literatura marginal – Foto: Divulgação/Conexões de Quebrada

Planaltina, região administrativa (RA) do Distrito Federal, é palco de um evento transformador para a cultura local. O projeto Conexões de Quebrada – Potências Femininas: Formação, Literatura e Resistência!, que começou no dia 13 de fevereiro e seguirá até 30 de maio, promove um ciclo de encontros voltados à cultura e identidade das comunidades periféricas.

A iniciativa, organizada pelo Instituto Palco e Instituto Periferia Livre, em parceria com o Neolim e a Secretaria de Cultura do Distrito Federal, busca fortalecer a cultura Hip Hop e incentivar a produção literária marginal por meio de oficinas, palestras e rodas de conversa.

Um dos grandes destaques do projeto é o Chamamento Marginal, edital aberto para escritores, poetas e artistas periféricos do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). As pessoas interessadas podem se inscrever até 15 de março para publicar suas obras na coletânea Do Rascunho à Obra: A Quebrada que Lê Também Escreve. As inscrições podem ser feitas por meio deste formulário.

Diálogos Periféricos: um ciclo de aprendizado e resistência

O Conexões de Quebrada promoverá 14 encontros formativos no ciclo Diálogos Periféricos, abordando temas fundamentais como direitos humanos, cultura Hip Hop, produção de conhecimento científico, literatura marginal, acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica e combate ao trabalho infantil.

As atividades ocorrerão na Universidade de Brasília (UnB), campus Planaltina, sempre das 14h às 17h30, sendo abertas ao público. Entre os temas abordados, estão oficinas de escrita criativa, autocuidado para mulheres, rap e rimas como terapia, grafite e breaking.

No dia 30 de maio, o projeto se encerra com um Bailão Literário, evento que celebrará a literatura periférica e contará com apresentações culturais, além do lançamento oficial do livro da coletânea Do Rascunho à Obra.

Para Ravena Carmo, coordenadora geral do Coletivo Poesia nas Quebradas, o projeto é uma maneira de fortalecer as vozes das periferias.

“A importância do projeto Conexões de Quebrada está relacionada à interação com a comunidade artística, com a comunidade acadêmica, com a produção literária marginal, com a cultura hip-hop e com o acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica. É uma verdadeira Conexões de Quebradas, porque a gente vai debater vários assuntos pertinentes às periferias, então as pessoas podem esperar oficinas e palestras de altíssimo nível, com pessoas qualificadas para falar sobre o tema, muito acolhimento e uma formação necessária para quem segue acreditando na dignidade humana e na justiça social”, afirma Ravena Carmo.

Programação

3° Encontro – 11/03

Março/2025

Apresentação da obra Olhos D’água, de Conceição Evaristo (2016), de modo geral e destaque para o conto A gente combinamos de não morrer

A Cultura Hip-Hop como Prevenção e Intervenção na Violência Doméstica e de Gênero

4° Encontro – 13/03

Introdução aos elementos do conto/microconto e características que o constituem como gênero literário e o diferencia da crônica e da novela, bem como os elementos da narrativa

Rap e rimas – A arte urbana como arte terapia 

5° Encontro – 18/03

Escrita Criativa Coletiva – Produzindo saberes em grupos

Roda de autocuidado – Empoderamento de Mulheres Vítimas de Violências

6° Encontro – 20/03

Sistematizando saberes: como produzir um livro

7° Encontro – 25/03

Grafite – A arte urbana como arte terapia 

Abril/2025

9° Encontro – 03/04

Viagem literária: livro, leitura e literatura nas periferias

 Literatura Marginal 

10° Encontro – 10/04

Práticas Pedagógicas e Culturais: Primeira Infância sem Racismo

Hip-hoppinho: a cultura Hip-Hop como ferramenta de prevenção e combate ao trabalho infantil 

11° Encontro – 17/04

Breaking – A dança como arte terapia

Discotecagem – A arte urbana como arte terapia 

12° Encontro – 24/04

Do rascunho a obra:  A quebrada que lê também escreve

Raça, classe e formação política 

Maio/2025

13° Encontro – 08/05

Empreendedorismo social: reconstruindo trajetórias

Roda de cuidado e autocuidado 

14° Encontro – 15/05

Portfólio Flow – Canvas e criatividade

Laboratório Cultural – escrita de projetos 

15° Encontro –  30/05

 Bailão Literário 

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Editado por: Flavia Quirino

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