TECNOLOGIA

Deputada e vereador querem levar fábrica chinesa de fertilizantes para Caruaru (PE)

Na China, Rosa Amorim e Edilson Barbosa tentam trazer tecnologia que transforma, em um mês, toneladas de lixo em adubo

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Comitiva de lideranças Sem Terra em visita à China | Crédito: Comunicação do MST

Desde o início da semana, uma comitiva de lideranças políticas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está realizando uma série de visitas técnicas na cidade de Suzhou, na China. Entre eles, estão a deputada estadual pernambucana Rosa Amorim e o vereador caruaruense Edílson Barbosa, ambos filiados ao Partido dos Trabalhadores (PT). A dupla ficou animada com a possibilidade de implantar em Caruaru um centro de biofertilizantes com tecnologia chinesa.

Durante a visita a um centro de tratamento e aproveitamento de resíduos orgânicos na Universidade Agrícola da China, o grupo foi apresentado a uma tecnologia apontada como “pioneira” na produção de biofertilizantes e bioinsumos para potencializar a produção da agricultura familiar. Os produtos servem como substitutos aos agrotóxicos.

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Comunicação do MST | Crédito: Comunicação do MST

A deputada Rosa Amorim (PT) lembra que o Brasil “tem um desafio enorme no tratamento de resíduos sólidos e orgânicos”. “Hoje só temos duas alternativas: os aterros em terras que poderiam ser utilizadas para a agricultura familiar; e a incineração que polui o ar e o solo”. No centro chinês, mais de 14 mil toneladas de restos de alimentos são transformados em 4,5 mil toneladas de fertilizantes orgânicos, além de 146 toneladas de óleo para usos diversos.

Enquanto os sistemas convencionais fazem a transformação num período de 90 a 180 dias, no centro chinês o período de conversão dos resíduos em insumos é de apenas 30 dias. A tecnologia, segundo a comitiva, é adaptável a diversos tipos de resíduos e produz um fertilizante com padrão de qualidade compatível com o mercado internacional, mas orgânico. “Precisamos trilhar um caminho verde, sustentável e ambientalmente correto”, diz Rosa Amorim, que ocupa a cadeira de presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Pernambuco.

A tecnologia é construída pela própria Universidade Agrícola da China, que tem sido parceira do Movimento Sem Terra e do Consórcio Nordeste em projetos desenvolvidos no Brasil. Já há máquinas chinesas espalhadas por assentamentos vinculados ao MST em diversos estados brasileiros, especialmente no Nordeste, onde assentados do Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba já cultivam utilizando o maquinário oriental.

Amorim e o vereador Edílson Barbosa (PT), de Caruaru, desejam viabilizar uma parceria para instalar no Agreste pernambucano um centro de tratamento de resíduos como aquele. “Queremos levar o que tem de mais avançado de tecnologia de produção de bioinsumos. A gente precisa investir em tecnologia para baratear os preços e melhorar a qualidade dos alimentos que produzimos”, diz o vereador. “Vamos levar essa experiência junto com o MST para Pernambuco”, completa Rosa, confiante.

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Comunicação do MST | Crédito: Comunicação do MST

Editado por: Vinicius Sobreira

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