Mostrar Menu
Brasil de Fato
ENGLISH
Ouça a Rádio BdF
  • Apoie
  • TV BdF
  • RÁDIO BRASIL DE FATO
    • Radioagência
    • Podcasts
    • Seja Parceiro
    • Programação
  • Regionais
    • Bahia
    • Ceará
    • Distrito Federal
    • Minas Gerais
    • Paraíba
    • Paraná
    • Pernambuco
    • Rio de Janeiro
    • Rio Grande do Sul
  • I
  • Política
  • Internacional
  • Direitos
  • Bem Viver
  • Opinião
  • DOC BDF
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Mostrar Menu
Brasil de Fato
  • Apoie
  • TV BDF
  • RÁDIO BRASIL DE FATO
    • Radioagência
    • Podcasts
  • Regionais
    • Bahia
    • Ceará
    • Distrito Federal
    • Minas Gerais
    • Paraíba
    • Paraná
    • Pernambuco
    • Rio de Janeiro
    • Rio Grande do Sul
Mostrar Menu
Ouça a Rádio BdF
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Brasil de Fato
Início Direitos

Fim da escala 6x1

Jornada tem que ser atualizada, mas derrubar CLT seria ‘crime de lesa-pátria’, diz senador Paulo Paim

Parlamentar defendeu redução da jornada e criticou avanço da pejotização e desmonte dos direitos trabalhistas

05.maio.2025 às 19h36
Atualizado em 06.maio.2025 às 11h01
São Paulo (SP)
Adele Robichez, José Eduardo Bernardes e Larissa Bohrer
Senador Paulo Paim (PT-RS) é autor de PEC que quer reduzir jornada de trabalho e é relator da proposta de um novo Estatuto do Trabalho

Senador Paulo Paim (PT-RS) é autor de PEC que quer reduzir jornada de trabalho e é relator da proposta de um novo Estatuto do Trabalho - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em entrevista ao programa Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, o senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu a redução da jornada de trabalho no Brasil, sem cortes de salários, e fez duras críticas à tentativa de enfraquecimento da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Para o parlamentar, modernizar as regras trabalhistas é necessário e uma tendência histórica, mas desmontar o sistema atual seria um “crime de lesa-pátria”.

“A proposta de redução de jornada sempre foi uma bandeira do movimento sindical”, relembrou Paim. Ele lembrou que, desde a Assembleia Constituinte de 1988, o país já conseguiu reduzir a jornada semanal de 48 para 44 horas, enfrentando resistência semelhante à atual. “Diziam que ia quebrar o país. Não quebrou nada. No governo Lula e Dilma, chegamos a ter 5% de desemprego, e agora estamos repetindo esses índices”, comparou.

Inspirado por experiências internacionais, como França, Alemanha e Espanha, que já adotaram jornadas de 35 a 40 horas, o senador vê o momento como propício para o debate. Vários projetos tramitam atualmente no Congresso Nacional com esse foco, entre eles uma proposta de sua autoria (PEC 148/2015), que prevê a redução progressiva da jornada até chegar a 36 horas semanais. “Somos todos contra a escala 6×1”, afirmou.

Paim citou o avanço de propostas semelhantes de parlamentares como Erika Hilton (Psol-SP), Reginaldo Lopes (PT-MG), Weverton Rocha (PDT-MA) e Paulo Rocha (PT-PA), e comemorou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou simpatia à pauta na véspera dos atos do 1º de Maio, Dia do Trabalhador. “Fiquei feliz de ver que o próprio presidente disse que está disposto a colaborar para que a jornada de trabalho seja reduzida também no Brasil”, disse.

O senador relatou que o debate já está sendo aprofundado em audiências públicas nas comissões do Senado e prevê uma discussão no plenário na próxima sexta-feira (9). “Estamos falando de aumento de produtividade, menos acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Só com a redução de 44 para 40 horas, isso já pode gerar até 3 milhões de novos empregos”, destacou, citando um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O Estatuto do Trabalho e a pejotização

O senador Paulo Paim também é relator do projeto do novo Estatuto do Trabalho (SUG 12/2018), proposta que busca atualizar a legislação sem retirar direitos conquistados. Ele critica a tendência crescente da “pejotização”, em que trabalhadores são contratados como pessoa jurídica (PJ), sem vínculo empregatício ou garantias legais. Para ele, essa prática é uma forma de “aniquilar a CLT”.

“Existe um movimento para transformar todo mundo em PJ. Essa ação significa praticamente aniquilar a CLT. […] Alguns setores, se deixar, rasgam a CLT e dizem que vão fazer como nos Estados Unidos, onde o salário é por hora. Mas lá o trabalhador ganha quatro ou cinco vezes mais. Aqui, querem copiar o modelo sem pagar o equivalente”, alertou.

No próximo dia 29 de maio, o Senado fará uma audiência pública para discutir os impactos da “pejotização” no mercado de trabalho brasileiro. Segundo o senador, a nova CLT em discussão visa garantir direitos a trabalhadores formais e informais, incluindo categorias como entregadores e motoristas de aplicativo.

“Hoje, infelizmente vendem a imagem de que quem não tem carteira de trabalho assinado é que vai se dar bem. Mas vai se dar mal. Os anos vão passar e, ali na frente, vai ver que não tem direito a nada, sequer uma aposentadoria decente”, afirmou, exibindo com emoção uma edição original da CLT que guarda em sua sala no Senado. “A jornada, a renda e a previdência têm que ser atualizadas. […] A CLT pode ser modernizada, mas não podemos retirar direitos básicos do povo brasileiro, tão sofrido. Seria um crime de lesa-pátria acabar com essas realidades.”

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira, uma às 9h e outra às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Thalita Pires
loader
BdF Newsletter
Escolha as listas que deseja assinar*
BdF Editorial: Resumo semanal de notícias com viés editorial.
Ponto: Análises do Instituto Front, toda sexta.
WHIB: Notícias do Brasil em inglês, com visão popular.
Li e concordo com os termos de uso e política de privacidade.

Veja mais

aliados?

Eduardo Bolsonaro diz que quer se candidatar à Presidência e dispara contra Tarcísio

Teatro no Sesc

Grupo Mexa estreia peça-jantar A Última Ceia, uma leitura da famosa pintura de Da Vinci

Combate ao fumo

“Novos produtos, velhos problemas”: especialista alerta para riscos do cigarro e do vape

Reincidente

JBS é multada pela terceira vez na Operação Carne Fria por comprar gado de áreas desmatadas na Amazônia

de volta para casa

Suplicy tem alta após colocação de marcapasso em hospital no RJ

  • Quem Somos
  • Publicidade
  • Contato
  • Newsletters
  • Política de Privacidade
  • Política
  • Internacional
  • Direitos
  • Bem Viver
  • Socioambiental
  • Opinião
  • Bahia
  • Ceará
  • Distrito Federal
  • Minas Gerais
  • Paraíba
  • Paraná
  • Pernambuco
  • Rio de Janeiro
  • Rio Grande do Sul

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Apoie
  • TV BDF
  • Regionais
    • Bahia
    • Ceará
    • Distrito Federal
    • Minas Gerais
    • Paraíba
    • Paraná
    • Pernambuco
    • Rio de Janeiro
    • Rio Grande do Sul
  • Rádio Brasil De Fato
    • Radioagência
    • Podcasts
    • Seja Parceiro
    • Programação
  • Política
    • Eleições
  • Internacional
  • Direitos
    • Direitos Humanos
  • Bem Viver
    • Agroecologia
    • Cultura
  • Opinião
  • DOC BDF
  • Brasil
  • Cidades
  • Economia
  • Editorial
  • Educação
  • Entrevistas
  • Especial
  • Esportes
  • Geral
  • Saúde
  • Segurança Pública
  • Socioambiental
  • Transporte
  • Correspondentes
    • Sahel
    • EUA
    • Venezuela
  • English
    • Brazil
    • BRICS
    • Climate
    • Culture
    • Interviews
    • Opinion
    • Politics
    • Struggles

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.