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Início Internacional

Multipolaridade

Putin vai à China: o que esperar do encontro do líder russo com Xi Jinping?

Líder russo busca reforçar protagonismo diplomático em segunda grande viagem internacional em menos de um mês

30.ago.2025 às 13h07
Moscou (Rússia)
Serguei Monin
Xi Jinping e Vladimir Putin durante reunião dos membros do Brics em novembro de 2024

Putin chega à China neste domingo (31) para uma viagem de quatro dias - MAXIM SHIPENKOV/POOL/AFP

O presidente russo, Vladimir Putin, começará neste domingo (31) uma visita de quatro dias à China. Ele irá participar da cúpula da Organização para a Cooperação de Xangai (OCX) na cidade de Tianjin, e, posteriormente, o líder russo vai a Pequim para as comemorações dos 80 anos da vitória sobre o Japão na Segunda Guerra Mundial. De acordo com o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a visita de Putin à China será “absolutamente sem precedentes”.

Além das relações bilaterais com a China e a cooperação regional da Eurásia no âmbito da OCX, a presença de Putin na China ganha uma importância a mais no contexto do atual impasse da guerra da Ucrânia. Além disso, o presidente russo buscará impulsionar a presença do grupo Brics no espaço eurasiano.

Em uma entrevista à agência de notícias estatal chinesa Xinhua, o presidente russo afirmou que o Brics deve se tornar um dos “mecanismos centrais da arquitetura mundial”. De acordo com ele, Rússia e China estão promovendo “iniciativas que visam expandir as oportunidades de desenvolvimento econômico dos países participantes, incluindo a formação de plataformas comuns de parceria em setores-chave”.

“Estamos interagindo ativamente com a China no Brics para aumentar sua influência como um dos mecanismos centrais da arquitetura internacional”, disse Putin. “Moscou e Pequim buscam fortalecer o papel da organização na solução de problemas contemporâneos agudos e ampliar as oportunidades de desenvolvimento econômico dos países membros do Brics”, completou.

Será a segunda grande viagem internacional de Vladimir Putin em menos de um mês. A agenda mais recente de grande impacto foi a cúpula do Alasca, em que o líder russo se reuniu com o presidente dos EUA, Donald Trump, para discutir a resolução do conflito na Ucrânia. No entanto, as negociações sobre a guerra avançaram muito pouco. Enquanto isso, Vladimir Putin aproveita para ganhar pontos diplomáticos, reforçando a parceria estratégica com Pequim e outros países aliados cujos representantes estarão na China, como o líder norte-coreano Kim Jong-un.

Vale lembrar que Kim Jong-un apoia diretamente a Rússia no conflito da Ucrânia e chegou a enviar tropas para ajudar o exército russo na operação para recuperar o controle da região de Kursk, após a Ucrânia ter conseguido realizar uma incursão no território fronteiriço russo.

Para o diretor do Instituto de Países Asiáticos e Africanos da Universidade Estatal de Moscou Lomonosov, Alexey Maslov, a visita da delegação russa por uma duração de quatro dias com uma ampla agenda carrega um aspecto simbólico muito forte, mas o analista ressalta que é mais do que isso.

Durante uma sabatina realizada pela agência estatal russa Rossiya Segodnya, Alexey Maslov destacou que um dos pontos centrais da agenda entre Vladimir Putin e Xi Jinping será a discussão sobre a reforma da ordem internacional e a promoção de um sistema multipolar.

“Sem dúvida, é simbólico que uma grande delegação russa, com o presidente russo, vá por um período estendido, mas, ao mesmo tempo, é uma visita de negócios, porque será discutida toda uma série de questões ligadas, acima de tudo, à segurança global, e a China promove de forma bastante ativa a concepção de reformulação da ordem internacional global, porque é claro que o que acontece (no cenário global) hoje não agrada nem à China, nem à Rússia, e nem outros países”, disse o analista.

A viagem internacional de Putin à China acontece em um momento diplomaticamente crucial, não só pela indecisão sobre os rumos do conflito ucraniano, mas também pelo aumento da pressão de Donald Trump contra os países do Brics.

Na entrevista à agência chinesa, Putin disse esperar que, após a próxima reunião dos chefes de Estado dos países-membros da OCX, aumente o potencial de resposta aos desafios e ameaças atuais e se fortaleça a solidariedade no espaço eurasiano. “Tudo isso contribuirá para a formação de uma ordem mundial mais justa e multipolar”, concluiu o presidente russo.

A importância desta agenda também foi compartilhada pelo ministro adjunto das Relações Exteriores da China, Liu Bin, que destacou quais devem ser as diretrizes das discussões entre os líderes nos próximos dias.

“No mundo de hoje, mentalidades ultrapassadas de hegemonia e política de poder ainda têm influência, com certos países tentando priorizar seus próprios interesses acima dos outros, ameaçando seriamente a paz e a estabilidade mundiais. No entanto, a democratização das relações internacionais tornou-se uma tendência irresistível dos tempos”, afirmou. “Estratégias de ‘cerca pequena e alta’ estão fadadas a perder o apoio público. Tratar uns aos outros com igualdade e buscar a cooperação em que todos ganhem é o caminho certo para a humanidade”, completou Liu Bin.

Além do reforço estratégico no plano internacional, buscando aumentar a cooperação entre os países do Brics e do Sul Global, a cúpula na China servirá para Moscou tentar aprofundar as relações bilaterais econômicas com Pequim. Vale lembrar que é a China um parceiro fundamental após o início da guerra da Ucrânia: a Rússia só conseguiu reorganizar a sua economia e resistir às sanções do Ocidente através do incremento das exportações para a China.

De acordo com Putin, o líder chinês está dando “um exemplo para o mundo inteiro de como um diálogo mutuamente respeitoso e igualitário com parceiros estrangeiros pode e deve ser hoje”.

“E, claro, a Rússia jamais esquecerá que foi a resistência heroica da China que se tornou um dos fatores decisivos que impediram o Japão de atingir seu objetivo nos difíceis meses de 1941-1942 de atacar a União Soviética, nos apunhalar pelas costas. Isso permitiu que o Exército Vermelho concentrasse seus esforços em derrotar o nazismo e libertar a Europa”, observou o presidente na véspera de sua visita à China, onde estão planejados eventos para marcar o 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial.

Editado por: Raquel Setz
Tags: bricschinaguerraputinrússiasul globalxi jinping
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