Mobilidade urbana

Ciclistas organizam Biciato pelo Dia Mundial Sem Carro em Porto Alegre

Manifestação ocorre neste domingo (28), com concentração às 15h, no largo Zumbi dos Palmares

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Entre as atividades sobre o tema na capital gaúcha está o debate ‘Bicicleta e Direito à Cidade’, realizado em 19 de setembro | Crédito: Foto: Fran Beck

Porto Alegre precisa ser para pessoas, não só para carros. Este é o mote das mobilizações propostas por coletivos independentes de ciclistas e grupos de pedal da Capital, em alusão ao Dia Mundial Sem Carro de 2025, celebrado em 22 de setembro. A próxima agenda é um BiciAto, convocado para domingo (28), com concentração às 15h, no largo Zumbi dos Palmares.

A data tem como significado simbólico promover uma reflexão sobre o uso excessivo de automóveis nas cidades. Também incentiva a adoção de alternativas de transporte mais sustentáveis e a busca por um ambiente urbano mais humano, seguro e com maior qualidade de vida.

Para isso, grupos ciclistas da Capital articularam atividades abertas e convidam toda a população a ocupar as ruas de Porto Alegre, em defesa da bicicleta como meio de transporte legítimo, sustentável e democrático.

Pedalar é também lutar por justiça social e direito à cidade

Os coletivos Pedal das Gurias, Pedala Black , Massa Crítica Porto Alegre, Bike Anjo Poa, Kinta Night Ride, Clandestino e Fórum da Bici POA convidam a população para pedalar no BiciAto, levando bicicleta, cartaz e voz. Segundo os organizadores, a cidade ainda negligencia a mobilidade ativa, especialmente o uso da bicicleta, e ignora a urgência de políticas públicas que garantam segurança, infraestrutura e acesso para quem escolhe pedalar.

“O BiciAto reúne pessoas para responder coletivamente a essa realidade e reafirmar: Porto Alegre deve ser pensada para as pessoas, não apenas para os carros”, afirmam.

Bicicleta: cultura viva e essencial para a mobilidade urbana

Integrando a agenda de mobilização, foi realizado no dia 19 de setembro o debate “Bicicleta e Direito à Cidade”, que reuniu ciclistas, urbanistas, educadores e ativistas no Auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Ufrgs (Faufrgs). A principal conclusão foi: educação e cultura são ferramentas essenciais para promover mudanças duradouras, mas não são suficientes por si só; é urgente a criação e implementação de leis e políticas públicas que fomentem e incentivem o uso da bicicleta como meio de transporte acessível, inclusivo e não-poluente.

Carol Rolim é ciclista há 11 anos e compõe o GT de Comunicação do BiciAto. Segundo ela, o evento “é crucial por ser um ponto de encontro e fortalecimento para todas as pessoas que utilizam a bicicleta ou se locomovem pela cidade por meios não motorizados”. Além de um espaço para debater e propor novos caminhos. “Inclusive pensando em projetos de lei que reflitam a realidade multifacetada da bicicleta – que é transporte, lazer, esporte e fonte de renda”, comenta.

Para ela, é preciso pensar a mobilidade urbana para além do movimento independente: “o BiciAto tem o papel fundamental de denunciar a negligência e o abandono da atual gestão municipal com a mobilidade urbana, especialmente diante das privatizações e do sucateamento das instituições públicas.”

Rolim pontua a necessidade do fortalecimento coletivo na lutando por uma cidade mais humanizada e inclusiva para todos. “Queremos também manter viva a chama do debate que iniciamos no Fórum da Bici de Porto Alegre, reforçando a mensagem de que a bicicleta é uma cultura viva e essencial para o presente e futuro da nossa mobilidade urbana.”

Serviço

BiciAto: Dia Mundial Sem Carro

Quando: domingo, 28/09, concentração 15h e saída 15h30

Onde: Largo Zumbi dos Palmares, centro de Porto Alegre

Editado por: Marcelo Ferreira

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