A Santa Casa de Porto Alegre aderiu ao programa federal Agora Tem Especialistas, na última sexta-feira (3). A iniciativa credencia hospitais privados e filantrópicos para fornecer serviços complementares ao SUS, com o objetivo de reduzir o tempo de espera para consultas, exames e cirurgias.
Pelo programa, hospitais credenciados receberão até R$ 2 bilhões por ano, em forma de créditos financeiros. Esses créditos servirão para abater dívidas federais vencidas ou a vencer. A medida pretende também expandir o acesso do público do SUS a serviços especializados nos estados e municípios.
A instituição soma-se a outras nove unidades – privadas ou filantrópicas – que aderiram ao programa em sete estados: Pernambuco, Paraíba, Ceará, Pará, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Entre os hospitais participantes estão tanto entidades privadas como o Cynthia Charone (PA), o São Francisco Hospital e Maternidade/Neotin (RJ) e o Santa Terezinha (PB), quanto instituições filantrópicas, como o IMIP (PE), Santa Casas de Recife, Fortaleza, Sobral, a Beneficente Portuguesa (PA) e o Instituto de Oncologia e Ciências Médicas/Feluma (MG).
Durante evento virtual com diretores de hospitais de todas as unidades aderentes, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou o papel conjunto das redes pública e privada para ampliar a capacidade de atendimento do SUS. Segundo ele, a iniciativa representa um trabalho articulado junto aos gestores estaduais e municipais.
Para integrar o programa, os hospitais devem manifestar interesse, apresentar os serviços que oferecem e demonstrar capacidade técnica e operacional. O Ministério da Saúde avalia os casos conforme as demandas do SUS em cada região. Serviços em seis especialidades são considerados prioritários: oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia.
No Rio Grande do Sul, Marina Manzano, apoiadora institucional do Ministério da Saúde para o programa, comentou que a participação da Santa Casa é relevante devido à sua estrutura capaz de atender a uma parcela significativa da população, além de sua experiência no SUS. A expectativa é que sua adesão contribua para diminuir listas de espera e melhorar o tempo de resposta em atendimentos especializados no estado.
Atualmente, o Ministério da Saúde analisa 190 manifestações de interesse de hospitais privados e filantrópicos interessados em participar do programa. A operação depende de aprovação técnica, da oferta de especialidades compatíveis com as carências locais e da formalização dos credenciamentos.
