Soberania alimentar

Jornada do MPA terá sacolão popular e inauguração de cozinha solidária no Rio 

Movimento negocia ampliação de políticas para agricultora camponesa com governo federal

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Arcos da Lapa amanheceu com lema “o Brasil não é quintal” | Crédito: João Gabriel e Felipe Braga

O Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) deu início à Jornada Nacional de Lutas por Soberania Alimentar com uma ação simbólica no Rio de Janeiro. Um bandeirão foi estendido nos Arcos da Lapa com os dizeres “o Brasil não é quintal”, em referência ao lema da mobilização este ano, realizada todos os anos durante o mês de outubro. 

Como parte das ações, nesta quarta-feita (8), o MPA organiza um sacolão popular de alimentos no Morro dos Prazeres, no bairro de Santa Teresa, a partir das 15h. A atividade acontece na Quadra da Barreira em parceria com o espaço Raízes do Brasil e a Fiocruz. Já no sábado (12), ocorre a inauguração de uma cozinha solidária na comunidade Guararapes, na zona sul. 

Com o lema “O Brasil não é quintal! MPA na luta por soberania alimentar e nacional”, as ações tomam as ruas, roças e cozinhas solidárias em todo o país para reafirmar que a soberania nacional e popular é o caminho para um Brasil mais justo.

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Ao Brasil de Fato, Beto Palmeira, da direção do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), afirmou que a intervenção nos Arcos da Lapa marca a Jornada Nacional de Luta por soberania alimentar no estado com ações que aproximam as pessoas do debate sobre alimentação saudável, mas também com uma agenda de reivindicações ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Temos uma pauta também apresentada ao governo federal em torno de pensar políticas estruturais para a agricultura camponesa familiar. E aqui no Rio de Janeiro, a gente desde sábado está fazendo uma série de atividades, debates, rodas de conversa, mobilizações”, disse.

Nas propostas apresentadas estão a ampliação do número de casas no programa Minha Casa Minha Vida Rural; mais recursos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), nas modalidades de alimentos e sementes; investimentos em assistência técnica e extensão rural; aumento do valor destinado à Política Nacional de Cozinhas Solidárias; criação de uma Política Nacional de Agroindústrias Camponesas; fortalecimento da doação de sementes crioulas; e fomento rural permanente para a agricultura familiar e camponesa.

Segundo o MPA, a Jornada Nacional deste ano denuncia a submissão do país aos interesses do agronegócio, das multinacionais e do imperialismo norte-americano. Nesse contexto, o movimento aponta o caminho da agricultura camponesa como pilar da soberania alimentar e nacional, e defende que as riquezas naturais, a agricultura, a energia e o território estejam a serviço do povo brasileiro.

Editado por: Clivia Mesquita

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