Acesso à água

548 famílias cearenses terão suas cisternas restauradas em projeto piloto do MDS

Fórum Cearense pela Vida no Semiárido está mobilizando as comissões municipais para realização dos trabalhos

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A ação de recuperação das cisternas representa a continuidade e o fortalecimento de uma política pública que transforma a vida das famílias do Semiárido. | Crédito: Foto: ASA Minas

Este ano, o Programa Cisternas, realizado pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), está com uma grande novidade: a restauração de cisternas familiares, de 16 mil litros, no Semiárido brasileiro. Rafael Santos, da coordenação do Programa Um Milhão de Cisterna e do Programa Cisterna nas Escolas da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) explica que durante os mais de vinte anos de execução do programa, várias famílias tiveram algum tipo de problema com suas cisternas, e essa iniciativa permitirá que elas voltem a ter a garantia de água por meio dessa tecnologia social.

Jardenes Matos, coordenadora executiva da ASA, informa que no Ceará, o Programa Cisternas, executado pela Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC), prevê um total de 548 ações de recuperação de tecnologias de primeira água, que são as cisternas familiares, distribuídas entre recuperação das paredes das cisternas, de pisos, e de coberturas, beneficiando então, 548 famílias. “As organizações do Fórum Cearense pela Vida no Semiárido (FCVSA) estão no processo de mobilização com as comissões municipais para a realização dos trabalhos”.

Para Matos, a ação de recuperação das cisternas representa a continuidade e o fortalecimento de uma política pública que transforma a vida das famílias do Semiárido. “Recuperar cisternas é garantir acesso à água de qualidade, melhorar a segurança alimentar e reafirmar o princípio da convivência com o Semiárido. Restaurar cisternas significa devolver às famílias o direito à água de qualidade, ampliando o alcance social e fortalecendo a segurança hídrica e alimentar no campo”.

Matos também reforça a importância do envolvimento das organizações e das comunidades em torno da luta ao acesso à água por meio das cisternas. “É também um reconhecimento da importância da mobilização comunitária e das organizações da sociedade civil que têm mantido viva a rede e gestão da água no Semiárido. Portanto, além do impacto direto no dia a dia das famílias, essa iniciativa tem um forte significado político e simbólico”.

Sobre a previsão de início dos trabalhos, Matos explica que o contrato foi firmado recentemente, e as organizações do FCVSA estão em fase de planejamento técnico e mobilização local. “O processo será conduzido de forma participativa, articulando as experiências das organizações locais, as comissões municipais e as comunidades, para garantir que cada ação atenda, de fato, às necessidades das famílias”.

“O programa já impactou positivamente a vida de milhões de pessoas, especialmente mulheres e crianças, ao longo de suas duas décadas de existência”, informa o Governo Federal em seu site. | Crédito: Foto: Nildo Vasconcelos/SDA

Problemas com as cisternas

As cisternas sem cuidados podem rachar, vazar e ter vários problemas. Um dos problemas mais comuns que pode ocasionar a deterioração das cisternas é a falta de água na própria tecnologia social. De acordo com Santos, é preciso manter sempre um pouco de água na cisterna para evitar que ela seque e venha a rachar e vazar.

Projeto piloto

Santos explica que o MDS vinha propondo uma ação que desenvolvesse estratégias para a recuperação de cisternas, e fez um desenho piloto com contribuição da sociedade civil dialogando, inclusive, sobre os principais problemas que são encontrados e montou esse piloto para recuperar várias cisternas que existem, que foram implementadas, mas que hoje não estão cumprindo seu papel de guardar água no Semiárido brasileiro para o consumo familiar.

Sobre o Programa Cisternas

O Governo Federal informa que o Programa Cisternas foi criado com o objetivo de ampliar o acesso à água em regiões de escassez hídrica. A iniciativa adota tecnologias simples e de baixo custo para beneficiar comunidades do semiárido. “Estabelecido como política pública desde 2003 e regulamentado pela Lei nº 12.873/2013 e pelo Decreto nº 9.606/2018, o programa já impactou positivamente a vida de milhões de pessoas, especialmente mulheres e crianças, ao longo de suas duas décadas de existência”, informa o Governo Federal em seu site.

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Editado por: Lívio Pereira

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