A poucos dias da saída antecipada de Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal (STF), meios de comunicação ligados ao poder econômico têm aumentado a pressão para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indique o quanto antes o novo ministro do Supremo. No entanto, há uma viagem no meio do caminho.
Lula embarcou nesta terça-feira (21) para uma viagem de mais de uma semana à Ásia. Primeiro, o presidente faz uma viagem oficial à Indonésia, na quinta-feira (23), e depois segue para a Malásia, onde participa da 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), no dia 26, e da 20ª Cúpula da Ásia do Leste, no dia 27. É possível que, durante a viagem, Lula se encontre com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Na segunda-feira (20) à noite, o mandatário recebeu no Palácio do Alvorada o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para discutir o tema. A casa legislativa é responsável pela sabatina e aprovação dos indicados pelo chefe do Executivo ao STF.
De acordo com interlocutores do Planalto, Alcolumbre reafirmou seu apoio à indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que teria “fácil” aprovação dos colegas. No entanto, o presidente do Congresso teria dito ao presidente que reconhece sua prerrogativa constitucional em indicar de acordo com sua consciência. E teria aconselhado o presidente a conversar com os “candidatos”.
Em que pese a pressão dos senadores, o preferido de Lula e de seu entorno é o atual advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias. Em outra ponta, movimentos populares pedem que o presidente indique uma mulher, preferencialmente negra, para a vaga de Barroso.
