Conversa no domingo

Lula diz que pretende mostrar a Trump ‘que houve equívoco nas taxações’ e acredita no sucesso da negociação

O encontro entre os presidentes está previsto para acontecer em Kuala Lumpur no dia 26 de outubro

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Brazil’s President Luiz Inacio Lula da Silva arrives at the Association of Southeast Asian Nations (ASEAN) Secretariat in Jakarta on October 24, 2025. (Photo by Aditya IRAWAN / AFP) | Crédito: Aditya IRAWAN / AFP

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adiantou, nesta sexta-feira (24), durante coletiva de imprensa em Jacarta, na Indonésia, pontos que devem ser centrais em sua conversa com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. O encontro deve ocorrer no domingo (26).

O encontro entre os presidentes está previsto para acontecer em Kuala Lumpur, na Malásia. Se confirmado, este será o primeiro espaço de diálogo entre os dois líderes desde as taxações aplicadas por Trump de 50% sobre produtos brasileiros comercializados nos EUA.

“Tenho todo interesse nessa reunião, em mostrar que houve equívoco nas taxações, mostrar com números”, disse Lula aos jornalistas na Indonésia. “A tese pela qual se taxou o Brasil não tem sustentação em nenhuma verdade. Os Estados Unidos têm um superávit de 410 bilhões de dólares em 15 anos com o Brasil”, detalhou.

O petista também afirmou que pretende abordar as sanções dos EUA aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “A tese de que não se tem direitos humanos no Brasil porque se está perseguindo um ex-presidente não tem nenhuma veracidade. Quem comete crime no Brasil é julgado e, se for culpado, é punido”, destacou Lula, em resposta aos argumentos utilizados por Trump para aplicar a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes.

O presidente também disse estar aberto e reconhece que o encontro pode trazer demandas imprevistas dos Estados Unidos. “O Brasil vai ouvir o que quer e o que não quiser também.”

Entre os temas que Lula acredita que podem se tornar pauta da conversa, também estão o genocídio promovido por Israel em Gaza, a guerra na Ucrânia, os materiais críticos e terras raras. O presidente destacou, ainda, que acredita no poder da negociação para retomar “uma relação civilizatória com os EUA“. “Nunca participo de uma reunião na qual não acredito no sucesso”, disse.na sua

Editado por: Igor Carvalho

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