Genocídio

Operação com mais de 100 mortos no RJ motiva ato em Brasília: ‘expressão da necropolítica’

Mobilização contra violência nas favelas ocorre em todo país nesta sexta-feira (31); no DF concentração será às 18h

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| Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Após a megaoperação no Rio de Janeiro, que deixou mais de 100 mortos, movimentos sociais de todo o país estão convocando atos contra a violência policial nesta sexta-feira (31). Em Brasília, o coletivo Pelas Vidas Negras e a Coalizão Negra por Direitos organiza uma manifestação em frente ao Museu Nacional da República a partir das 18h.

A operação policial no estado fluminense, na última terça-feira (28), é considerada a mais letal já realizada. No dia seguinte, moradores do Complexo da Penha se mobilizaram para recuperar corpos abandonados na área de mata da comunidade, na Serra da Misericórdia, onde também ocorreram confrontos. O balanço oficial do governo do Estado chegou a 121 mortes, mas o número ainda pode aumentar devido a denúncias de violações e execuções sumárias.

O objetivo do ato na capital federal será denunciar a letalidade da ação policial. Em nota, a organização do ato classifica como “chacina” e “mais uma expressão da necropolítica racista que transforma a morte da população negra em projeto de poder” o que ocorreu no Rio de Janeiro.

“Nós exigimos investigação, responsabilização e o fim da política de morte que governa as favelas”, pontua a convocação para o ato.

A operação, batizada de Contenção, mobilizou 2,5 mil agentes dos polícias civil e militar nos Complexos da Penha e do Alemão, sob a justificativa capturar lideranças do Comando Vermelho (CV). A resposta do crime organizado instaurou o caos na cidade e na região metropolitana, fechamento das principais vias expressas com barricadas, e sequestro de ônibus.

Reportagem da Agência Brasil republicada no Brasil de Fato esteve no território e conversou com moradores e testemunhas da operação. Eles são unânimes em afirmar que a ação foi marcada por execuções e torturas. Leia completo neste link.

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Editado por: Clivia Mesquita

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