Na noite desta sexta-feira (31), manifestantes saíram às ruas em São Paulo para protestar contra as 121 mortes provocadas pelas operações policiais nos complexos do Alemão e Penha, no Rio de Janeiro (RJ), sob comando do governador Cláudio Castro (PL).
Convocada pelo movimento negro, a manifestação, que saiu da frente do Museu de Arte de São Paulo (Masp), pediu a prisão de Castro e a federalização da investigação da chacina.
“Estamos vivendo o momento da maior chacina da história brasileira, é um momento que temos que parar e refletir. Estamos enterrando nossos corpos em chacinas há décadas, quantas mais virão? Cláudio Castro precisa cair e ser preso, em defesa da vida e da humanidade do povo negro”, afirmou Douglas Belchior, fundador da Uneafro.
A vereadora Simone Nascimento (Psol), que também integra o Movimento Negro Unificado (MNU), pediu “reparação aos moradores que tiveram danos materiais e psicológicos, decorrentes dessa política genocida.”
De acordo com os organizadores, cinco mil pessoas compareceram ao ato em São Paulo. Consultado, o comando da Polícia Militar preferiu não informar o número de manifestantes.
Durante todo o dia, mais de 15 capitais registraram atos em solidariedade aos 121 mortos da chacina promovida pelo governo do Rio de Janeiro nos complexos do Alemão e Penha.
