Na última semana, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Universidade de Brasília (UnB), a Associação Internacional para a Cooperação Popular (Baobab) e o Centro Brasil-China para a Agricultura Familiar realizaram uma capacitação técnica para testagem de máquinas e implementos agrícolas de origem chinesa.
O treinamento, que combinou aulas teóricas e práticas de operação, reuniu mais de 20 agricultores e agricultoras assentados no DF e Goiás. A atividade teve participação de professores do Centro Brasil-China, da UnB, estudantes da Universidade Agrícola da China (CAU), técnicos do MST e representantes das empresas chinesas, que concederam máquinas para o projeto.
O objetivo da iniciativa é avaliar o desempenho, a adaptabilidade e a eficiência de máquinas e implementos de mais de 11 empresas chinesas nas diversas condições produtivas do Brasil. Além de fortalecer a integração no eixo Brasil-China.
“O treinamento foi um momento importante não só para a implementação do projeto de pesquisa e uso de máquinas, mas de estreitamento da cooperação Brasil-China e de reflexão e discussão sobre desafios e perspectivas presentes na luta pela tecnificação da agricultura familiar empreendida pelo MST, com apoio da UnB”, destaca Sérgio Sauer, professor responsável pelo projeto.
Máquinas agrícolas
Do lote total de 27 equipamentos, 12 modelos de origem chinesa começaram a ser testados na Fazenda Água Limpa, localizada na UnB. Neste mês de novembro, os maquinários passarão por uma ampla fase de estudos em Polos de Testagem localizados em assentamentos da reforma agrária do DF e de Goiás.
Desde 2022, o Brasil e a China vêm firmando parcerias para fortalecimento da agricultura familiar. O Consórcio Nordeste assinou memorando de entendimento com o Instituto Internacional de Inovação de Equipamentos Agrícolas e Agricultura Inteligente da Universidade Agrícola da China.
Em 2024, o país chinês enviou um maquinário agrícola extenso para o Brasil. Colheitadeiras, plantadeiras e adubadeiras foram testadas na Fazenda Água Limpa da UnB e em assentamentos do MST. Testes apontam que os equipamentos chineses são adaptados para a realidade brasileira.

