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Lula rejeita intervenção dos EUA na Venezuela e defende diálogo

A jornalistas estrangeiros, Lula repete o que disse a Trump: 'Os problemas políticos não se resolvem com armas'

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Durante a entrevista, Lula declarou que Bolsonaro foi “porque tentou fazer uma coisa muito grave”
Durante a entrevista, Lula declarou que Bolsonaro foi “porque tentou fazer uma coisa muito grave” | Crédito: José Cruz/Agência Brasil

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), rejeitou nesta terça-feira (4) uma possível invasão militar dos Estados Unidos à Venezuela e saiu em defesa do diálogo e da diplomacia como as únicas formas de resolver a situação no país sul-americano.

“Não quero que cheguemos a uma invasão terrestre [da Venezuela]”, declarou o mandatário durante uma entrevista a agências internacionais em Belém. Na mesma ocasião, Lula lembrou o conselho que deu ao ex-presidente estadunidense Donald Trump: “Os problemas políticos não se resolvem com armas. Resolvem-se com diálogo.”

O chefe de Estado brasileiro informou que a crescente presença militar dos Estados Unidos no Caribe — que classificou como uma ameaça à estabilidade regional — será um tema central de debate na próxima 4ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) – União Europeia (UE), que será realizada nos dias 9 e 10 de novembro em Santa Marta, Colômbia.

Lula destacou que, embora a luta contra o narcotráfico seja legítima, a presença militar estadunidense não é necessária. Afirmou que Washington “poderia estar tentando ajudar esses países, e não tentando atacá-los”, e se opôs firmemente a uma possível intervenção militar.

Essa posição reforça a iniciativa que o próprio Lula propôs há uma semana, buscando uma saída “política e diplomática”, na qual ofereceu o Brasil como facilitador em eventuais negociações.

Seu apelo ao diálogo contrasta com as ações de Washington, que o governo do presidente Nicolás Maduro tem denunciado como uma “guerra multiforme”, com o objetivo de impor uma “mudança de regime e um governo fantoche” para se apropriar dos recursos naturais da Venezuela.

Em agosto, Washington posicionou frente às costas venezuelanas navios de guerra, um submarino nuclear, aviões de combate e tropas especiais, sob o pretexto de “combater o narcotráfico”.

Desde então, os ataques ordenados pelo presidente Donald Trump no Caribe e no Pacífico Oriental resultaram na morte de pelo menos 65 pessoas, das quais ao menos 10 foram assassinadas de forma extrajudicial em águas internacionais da Venezuela.

Nesse contexto, governos da América Latina e do Caribe expressaram seu repúdio ao aumento da presença militar estadunidense e reafirmaram a necessidade de preservar a região como uma Zona de Paz, conforme declarado na Cúpula da Celac de 2014.

*Com informações da teleSur

Editado por: Maria Teresa Cruz

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