genocídio

Organizações palestinas e Hamas condenam lei de pena de morte que avança em Israel

Cerca de 10 mil prisioneiros palestinos estão encarcerados em Israel atualmente

Soldados israelenses montam guarda ao lado de ajuda humanitária na passagem de Kerem Shalom, entre o sul de Israel e a Faixa de Gaza, em 2025
Soldados israelenses montam guarda ao lado de ajuda humanitária na passagem de Kerem Shalom, entre o sul de Israel e a Faixa de Gaza, em 2025 | Crédito: Carlos Rayes / AFP

O movimento de resistência palestino Hamas condenou a aprovação preliminar do projeto de lei que prevê pena de morte para prisioneiros palestinos, no Comitê de Segurança Nacional do parlamento israelense, o Knesset. A norma foi aprovada na comissão no último domingo (2).

O Hamas considerou a medida uma demonstração do desprezo de Israel por todas as leis e normas humanitárias internacionais, descrevendo-a como personificação da “horrível face fascista da ocupação israelense”.

O grupo reivindicou uma ação urgente da Organização das Nações Unidas (ONU) e das instituições internacionais de direitos humanos para interromper o projeto. E solicitou a criação de comissões internacionais para ter acesso aos centros de detenção, conhecer a situação dos prisioneiros palestinos e revelar as atrocidades cometidas nesses locais.

“O governo israelense do extremismo e do terrorismo está demonstrando mais uma vez que se alimenta do sangue e do sofrimento dos prisioneiros em suas cadeias”, acusou o Hamas.

Organizações de direitos humanos consideraram a proposta um instrumento de vingança política e racial, inserida na guerra de extermínio que Israel vem travando contra o povo palestino na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, desde 7 de outubro de 2023.

O Centro Palestino para a Defesa dos Prisioneiros alertou que as consequências desta medida serão “mais sangrentas” e poderão arrastar toda a região para uma nova espiral de violência. Além disso, exigiu que a ONU e as organizações internacionais assumam as suas responsabilidades para travar as políticas criminosas de Israel.

Já o Clube dos Prisioneiros Palestinos denunciou as contínuas execuções extrajudiciais de palestinos por Israel. “Os esforços da ocupação para aprovar uma lei que permita a execução de prisioneiros são mais um passo para consolidar um crime que existe e é praticado há décadas. A brutalidade da ocupação é sem precedentes e, hoje, ela busca consolidar o crime de execução promulgando uma lei específica.”

O Comitê de Segurança Nacional do Knesset israelense aprovou um projeto de lei, defendido pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, e apoiado pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que prevê a execução de prisioneiros palestinos.

Recentemente, a Autoridade Prisional e o Clube de Prisioneiros Palestinos denunciaram a morte de Muhammad Hussein Muhammad Ghawadra, de 63 anos, que estava detido desde 6 de agosto na prisão de Gannot.

Com a sua morte, o número de prisioneiros mortos por Israel desde o início da campanha genocida na Faixa de Gaza sobe para 81, cujas identidades foram totalmente documentadas por organizações palestinas.

*Com informações da TeleSur

Editado por: Maria Teresa Cruz e Rodrigo Gomes

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