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Secretário de Segurança do RJ sobre apoio dos EUA: ‘Não representa qualquer permissão para ações em solo brasileiro’

Em nota, Victor Santos afirma que mantém contato com forças de seguranças de diversos países

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Victor Santos enviou nota em que disse que apoio não representa permissão para EUA atuar no Brasil | Crédito: © Fernando Frazão/Agência Brasil

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, afirmou que o apoio oferecido pelos Estados Unidos para o combate ao crime organizado não representa “qualquer permissão para ações do governo americano em solo brasileiro”. A declaração foi feita nesta quarta-feira (5) em nota divulgada pela CNN Brasil.

A reação de Santos foi motivada por uma carta, assinada pela Agência de Combate às Drogas dos EUA (DEA) e endereçada ao secretário, lamentando a morte de quatro policiais durante a megaoperação que terminou em massacre com 121 mortes nos complexos da Penha e Alemão, na semana passada. No comunicado, a gestão Donald Trump se colocou à disposição para “qualquer apoio que se faça necessário”.

Segundo informou a CNN, Santos afirmou que mantêm troca constante de informações com instituições de combate ao narcotráfico dos Estados Unidos e de outros países, já que se trata de um crime com ramificações internacionais e que, na visão dele, é por essa razão que houve o aceno estadunidense.

Contudo, minimizou o efeito prático do apoio e afastou qualquer eventual atuação efetiva dos EUA em território brasileiro. “Essa interlocução nada tem a ver com qualquer permissão a ações do governo americano em solo brasileiro. Até porque não é permitido pela legislação brasileira”, completou o secretário.

Sobre a carta

A carta de condolências enviada nesta quarta-feira ao governo do estado do Rio de Janeiro, endereçada ao chefe da pasta da Segurança Pública, Victor Santos, foi assinada assinada por James M. Sparks, do estafe da DEA, e que trabalha no Consulado dos EUA no Rio de Janeiro.

Segundo ele, “a missão de proteger a sociedade exige coragem, dedicação e sacrifício”. A carta reconhece “o valor e a honra desses profissionais que deram suas vidas em defesa da segurança pública.”

Sparks reitera “respeito e admiração pelo trabalho incansável das forças de segurança do Estado” e se coloca à disposição para qualquer apoio necessário. O integrante da agência estadunidense não fez qualquer menção aos outros 117 mortos na chacina do dia 28 de outubro.

*Com informações da Agência Brasil

Editado por: Maria Teresa Cruz

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