CULTURA E ARTE

UFPB promove ciclo de debates para construir plano cultural estratégico para os próximos dez anos

Evento gratuito acontece de 7 a 17 de novembro nos quatro campi da universidade

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Debates ocorrem entre 7 e 17 de novembro e incluem lançamento da plataforma GPS Cultural | Na foto, Grupo Ser Tão Teatro (PB) | Crédito: Foto: Eunilo Rocha

A Universidade Federal da Paraíba realiza, entre os dias 7 e 17 de novembro, o ciclo de debates “Construção Participativa do Plano de Arte e Cultura da UFPB”. O evento, promovido pela Pró-Reitoria de Extensão e pela Coordenação de Extensão Cultural, será realizado nos quatro campi da instituição e tem inscrições gratuitas pelo SigEventos.

Card / Divulgação

O plano é um documento estratégico que norteará as políticas culturais da universidade entre 2026 e 2036. A proposta é consolidar a arte e a cultura como eixos fundamentais para o desenvolvimento institucional e para o fortalecimento da relação entre a UFPB e a sociedade paraibana.

A UFPB completa 70 anos em 2025, e a construção do plano cultural surge como marco de renovação. Historicamente, as universidades brasileiras têm desempenhado papel central na preservação e promoção da cultura, mas nem sempre com planejamento estruturado. O novo plano busca corrigir essa lacuna, integrando cultura às dimensões de ensino, pesquisa e extensão.

“A UFPB completa 70 anos, mirando na sua história e projetando o futuro. É isso que representa a construção do Plano de Arte e Cultura, um documento estratégico que projeta os próximos dez anos de desenvolvimento institucional e cultural da UFPB. Suas metas posicionarão as artes e a cultura no Plano de Desenvolvimento Institucional da universidade, norteando os investimentos realizados nessa área”, afirmou a pró-reitora Bernardina Maria Juvenal Freire de Oliveira.

Eixos temáticos e metodologia participativa

A elaboração do plano é baseada em dez eixos temáticos que abrangem desde gestão cultural até sustentabilidade. A metodologia inclui diagnóstico com questionários e escutas da comunidade acadêmica, seguido por mesas de debate e grupos de trabalho.

Segundo Alexandre Santos, coordenador de extensão cultural, “os eixos do Plano de Arte e Cultura foram construídos a partir de um profundo diagnóstico, que identificou as principais áreas onde a cultura se relaciona e atua dentro da instituição e a partir dela. São dimensões transversais que apresentam potencialidades ou gargalos ao seu desenvolvimento, bem como necessidades de investimentos. Nesse sentido, os eixos são amplos e agregarão metas, objetivos e indicadores para o desenvolvimento da arte e cultura na UFPB pelos próximos dez anos”.

Lançamento da plataforma GPS Cultural

No dia 7 de novembro, será lançada a plataforma GPS Cultural, voltada ao mapeamento de agentes, espaços e eventos culturais da UFPB. Desenvolvida em parceria com a Superintendência de Ensino a Distância, a ferramenta permitirá o cadastro contínuo de iniciativas culturais, promovendo integração e visibilidade.

Durante o ciclo, a equipe técnica do GPS estará disponível para auxiliar os participantes no cadastramento de grupos e agentes culturais.

Programação e destaques

A programação inclui oito mesas temáticas e diversos grupos de trabalho. Entre os temas abordados estão gestão cultural, internacionalização, produção artística e integração entre ensino, pesquisa e extensão.

Os debates contarão com especialistas como Fabiano Piúba (Ministério da Cultura), Sandro Gouveia (Universidade Federal do Ceará), e representantes da própria UFPB.

A mesa de abertura será realizada no Cine Aruanda, no campus I, às 13h30 do dia 7 de novembro. Em seguida, ocorre o lançamento do GPS Cultural e a primeira mesa temática.

Ao final do ciclo, os objetivos e metas construídos coletivamente serão incorporados ao plano, que servirá como guia para os próximos dez anos. “A partir do Plano de Arte e Cultura, a instituição se compromete com metas que nos permitem buscar recursos e, assim, transformar a UFPB em um espaço cada vez mais vivo e plural, onde a arte e a cultura sejam ferramentas de inclusão e conhecimento”, concluiu Bernardina Oliveira.

Para maiores informações, siga a página da Coex/UFPB

Editado por: Cida Alves

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