TRABALHO DIGNO

Audiência Pública debate fim da escala 6×1 e reforça defesa dos direitos dos trabalhadores em São Leopoldo

Mobilização de sindicatos, trabalhadores e parlamentares coloca em pauta a importância do diálogo e da valorização

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Debate foi proposto pelo vereador Ricardo Luz (PT) | Crédito: Foto: Chico Junior – Câmara de Vereadores de São Leopoldo

A Câmara Municipal de São Leopoldo foi palco, na noite desta quarta-feira (5), de uma audiência pública para discutir a proposta de adoção da escala de trabalho 6×1 na cidade. O encontro, proposto e conduzido pelo vereador Professor Ricardo Luz (PT), reuniu ampla representação de sindicatos, servidores públicos, trabalhadores da iniciativa privada, movimentos sociais e comunidade, que lotaram o plenário em sinal de preocupação e mobilização.

A discussão surgiu diante das movimentações do Executivo municipal em direção à mudança de jornada, medida que pode impactar profundamente a rotina, a remuneração e as condições de trabalho de diversas categorias. Para os participantes, qualquer alteração dessa natureza exige debate democrático e transparência.

Em sua fala, o vereador Ricardo Luz (PT) destacou que o tema não é apenas administrativo, mas também social e humano, reafirmando o papel do Parlamento como espaço de escuta e construção coletiva: “A Câmara é o espaço legítimo da democracia. Não aceitaremos que decisões que afetam a vida dos trabalhadores sejam tomadas sem diálogo. A escala 6×1, quando aplicada sem garantias, representa perda de direitos e retrocesso. Este debate precisa ser público e participativo”, afirmou Ricardo.

O deputado estadual Halley Linno (PT) também marcou presença e reforçou a necessidade de união entre trabalhadores, sindicatos e representantes do povo para evitar retrocessos: “Nenhuma proposta que signifique retirada de direitos pode avançar. A mobilização é fundamental e esta audiência mostra que São Leopoldo está atenta e pronta para defender seus trabalhadores”, destacou o parlamentar.

Representantes dos sindicatos presentes alertaram para o risco de sobrecarga, aumento do adoecimento laboral e precarização das relações de trabalho caso a escala seja implementada sem contrapartidas e garantias. Também defenderam a abertura de uma mesa permanente de negociação com o Executivo, com acompanhamento direto das entidades representativas.

Entre as organizações presentes estavam o Sindicato dos Metalúrgicos, Sindicato dos Vigilantes, Sindicato dos Servidores Municipais, Sindicato dos Rodoviários, Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro), além de lideranças comunitárias, movimentos sociais e trabalhadores de diferentes setores.

Ao final, ficou definido que as contribuições apresentadas serão formalmente encaminhadas à prefeitura e que novos espaços de diálogo serão promovidos para assegurar que qualquer proposta relativa à jornada de trabalho respeite os direitos, saúde, dignidade e valorização profissional.

Editado por: Marcela Brandes

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