A Cúpula dos Líderes chegou ao fim, nesta sexta-feira (7), em Belém (PA), com uma série de declarações e compromissos das nações contra o racismo ambiental, a fome e pelo desenvolvimento dos chamados “combustíveis sustentáveis”. Juntos, os documentos contam com a assinatura de, pelo menos, 67 países e colocam no centro do debate climático temas essenciais para o governo brasileiro.
Pouco mais de 40 países e a União Europeia assinaram a Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática centrada nas pessoas. O texto explica que, apesar das mudanças climáticas atingirem todas as pessoas, são os mais pobres as maiores vítimas das catástrofes climáticas e ambientais.
A declaração aponta que as políticas de financiamento devem priorizar iniciativas de adaptação climática centradas nas pessoas e que ajudem a desenvolver economicamente as áreas afetadas, com geração de emprego e renda. Confira aqui os principais pontos da Declaração.
Combustíveis sustentáveis
Um iniciativa, copatrocinada por Brasil, Japão e Itália, divulgou o chamado Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis. A ação tem a meta de quadruplicar o uso dos chamados combustíveis sustentáveis até 2035. Segundo o compromisso, os governos signatários precisam estimular projetos que permitam a produção em escala e com preços competitivos de hidrogênio, biogases, biocombustível e combustíveis sintéticos.
A expectativa é de que eles atuem de forma complementar à eletrificação e substituam definitivamente os combustíveis fósseis. O Belém 4x, como é chamado o documento, foi endossado por 19 países.
Racismo ambiental
Também nesta sexta-feira (7), cerca de 20 países endossaram a Declaração de Belém sobre o combate ao o racismo ambiental. O entendimento da nações signatárias é de que a crise ecológica que afeta o mundo também é provocada pela falta de justiça racial e, por isso, propõe a construção de uma agenda em comum para superar desigualdades históricas.
Em dos compromissos firmados, o texto “conclama todas as nações a cooperar na tarefa essencial de combater o racismo ambiental, reconhecendo que o desenvolvimento sustentável somente será alcançado quando forem eliminadas as desigualdades que afetam de forma desproporcional pessoas afrodescendentes, povos indígenas, comunidades tradicionais e outros grupos e minorias vulneráveis em todas as regiões do mundo.”
