'Guerra Fria'?

UE restringe emissão de vistos para cidadãos russos; Kremlin critica decisão

Kremlin critica a decisão e diz que europeus estão relembrando confrontação dos tempos da Guerra Fria

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As reservas internacionais russas aumentaram, mas a União Europeia bloqueia sua saída; para Rússia, congelar os ativos é um roubo. | Crédito: União Europeia

O porta-voz da Comissão Europeia, Markus Lammert, anunciou nesta sexta-feira (7) que os vistos de múltiplas entradas não serão mais emitidos para cidadãos russos. Ele observou que os russos agora precisarão solicitar um visto cada vez que desejarem viajar para a Europa, o que resultará em uma triagem mais rigorosa.

“Isso significa que os cidadãos russos terão que solicitar um novo visto sempre que planejarem viajar para a UE, permitindo uma triagem completa e frequente dos solicitantes para mitigar quaisquer riscos potenciais à segurança”, diz o comunicado.

Segundo a Comissão Europeia, mais de 500 mil russos receberam vistos Schengen em 2024, número superior ao do ano anterior. Agora, de acordo com comissário europeu para os Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, todos os pedidos de visto Schengen de cidadãos russos serão agora sujeitos a procedimentos de triagem reforçados e a um elevado nível de escrutínio. Ele alegou que a justificativa para tal decisão está relacionada com a contribuição para a “integridade e segurança” do Espaço Schengen, constituído por países europeus que aboliram os controles de passaportes nas fronteiras em comum.

De acordo com as novas regras, os países da União Europeia (UE) poderão emitir vistos Schengen de múltiplas entradas apenas para familiares de residentes da UE e para trabalhadores do setor de transportes (marinheiros, motoristas e condutores de trem), conforme documento adotado em 6 de novembro.

No entanto, os países poderão, em certos casos, emitir vistos de menor duração ou, inversamente, vistos com validade de até cinco anos, em particular para dissidentes, jornalistas independentes, ativistas de direitos humanos e outros russos vulneráveis ​​e seus familiares.

As novas regras se aplicam apenas a cidadãos russos residentes na Rússia. Formalmente, a nova restrição não se aplica às centenas de milhares de cidadãos que deixaram o país após o início da guerra, que poderão solicitar vistos de múltiplas entradas nos consulados estrangeiros de países da UE.

No entanto, mesmo com esta ressalva, desde setembro de 2022, Bruxelas endureceu as regras para a aceitação de pedidos de visto de russos em países terceiros, incluindo Cazaquistão, Sérvia, Turquia, Emirados Árabes Unidos e outros.

Moscou critica decisão

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ao comentar a decisão, afirmou que os europeus estão “relembrando diligentemente tudo relacionado ao confronto da Guerra Fria” e acrescentando novos elementos sofisticados.

“Infelizmente, os europeus estão avidamente relembrando tudo o que está ligado ao confronto ocorrido durante a Guerra Fria, e com a mesma avidez estão adicionando novos e sofisticados elementos a esse confronto”, disse ele

Já a porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, afirmou que a Comissão Europeia aparentemente decidiu que os países europeus precisam de imigrantes ilegais em vez de turistas com recursos financeiros.

“A Comissão Europeia aparentemente raciocinou: por que a Europa Ocidental precisa de turistas com recursos

Editado por: Nathallia Fonseca

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