NOVO COMPROMISSO

Brasil apresenta na COP30 plano de adaptação da saúde às mudanças climáticas

Plano foca em monitoramento de dados, adaptação das construções e inovação tecnológica

No audio source provided.
Plano de Belém foi anunciado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a CEO da COP, Ana Toni | Crédito: Carlos Tavares/COP30

O governo brasileiro lançou, nesta quinta-feira(13), o Plano de Ação de Belém para Adaptação do Setor de Saúde às Mudanças Climáticas. A proposta foi feita pelo ministro Alexandre Padilha, durante evento ministerial de Alto Nível, na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30)

Segundo destacou o ministro, o plano tem o objetivo de reforçar a resiliência e a adaptação do setor de saúde às mudanças climáticas. Para ilustrar a iniciativa, ele mencionou o caso da cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, atingida por um forte tornado com ventos de 300km/h no dia 07 de novembro. Padilha destacou que inúmeras Unidades Básicas de Saúde foram destruídas, o que afetou diretamente a prestação do serviço na região.

“A saúde é a face mais dolorida do impacto das mudanças climáticas”, analisou o ministro. O Plano de Belém, como está sendo chamada a proposta, se baseará em três eixos: monitoramento de dados e alertas, aumento da capacidade de resiliência das estruturas construídas e inovação tecnológica. Ele destacou que, hoje, o Brasil já adotada no Sistema Único de Saúde (SUS) uma política de resiliência e adaptação.

“A crise climática já é uma crise de saúde. Além de mitigar, nós precisamos adaptar, e já”, pontuou o ministro.

Entidades filantrópicas, reunidas na Coalizão dos Financiadores do Clima e Saúde, já anunciaram um investimento de US$ 300 milhões para colocar o plano em execução. A CEO da COP, Ana Toni, ressaltou a liderança do Brasil neste tema. O plano é o primeiro documento da histórica das COPs a colocar o saúde como foco das metas de adaptação.

“No Brasil temos o Sistema Único de Saúde e trazer o SUS para o coração da COP traz o tema de saúde como prioridade. Já temos 80 países e parceiros internacionais fazendo parte deste Plano de Ação e isso é fundamental para trazer novos passos”, apontou.

Editado por: Luís Indriunas

|

Newsletter