O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o chanceler alemão, Friedrich Merz, participaram de um encontro bilateral, neste sábado (22), em paralelo aos compromissos da Cúpula do G20, em Joanesburgo, África do Sul. A reunião ocorreu menos de uma semana após as declarações controversas de Merz sobre Belém (PA).
Em discurso no Congresso Alemão do Comércio, no último dia 13 de novembro, o primeiro-ministro do país europeu afirmou que jornalistas que o acompanharam ao Brasil para a COP30 teriam ficado contentes em deixar a capital paraense e retornar à Alemanha.
A despeito do atrito diplomático, Lula publicou nas redes sociais que o encontro foi produtivo e não citou a gafe de Merz. Segundo ele, “o chanceler reiterou seu apoio à iniciativa brasileira de criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), lançado durante a COP 30.”
Ainda na publicação, o presidente do Brasil disse que o alemão destacou o investimento de 1 bilhão de euros do país dele no fundo. Lula também frisou que ambos assumiram continuar ampliando o multilateralismo e o papel da Organização Mundial do Comércio (OMC).
“Na agenda bilateral, concordamos em fortalecer a relação comercial, social, cultural e tecnológica entre os dois países, lembrando os laços de proximidade desde o início da migração alemã ao Brasil ainda no século XIX”, escreveu o presidente.
Merz convidou Lula para participar da abertura da Hannover Messe, a maior feira de tecnologia industrial do mundo. O Brasil foi confirmado como o país parceiro do evento em 2026. O presidente brasileiro confirmou a presença e também fez um convite para uma visita diplomática ao Brasil.
A polêmica declaração de Merz levou o Senado brasileiro a aprovar um voto de censura ao chanceler na terça-feira (18). No mesmo dia, o presidente Lula também comentou as afirmações do alemão.
“O primeiro-ministro da Alemanha se queixou que veio ao Pará, mas ele, na verdade, deveria ter ido a um boteco no Pará, ele deveria ter dançado no Pará, provado a culinária do Pará. Porque ele teria percebido que Berlim não oferece nem 10% da qualidade do que é oferecido em Belém. E eu falava toda hora: Coma maniçoba”, disse ele.
