A VII Mostra Terra em Cena e na Tela começa nesta quarta-feira (26) no campus da Universidade de Brasília (UnB) em Planaltina, famoso FuP, celebrando os 15 anos do coletivo Terra em Cena, que é uma referência na articulação entre arte, educação do campo e movimentos sociais.
O evento, que segue até sábado (29), reúne apresentações teatrais, audiovisual, oficinas formativas e mesas de debate com participação de coletivos camponeses, quilombolas e grupos parceiros de diferentes regiões do país. A abertura ocorre às 19h, com um sarau no Restaurante Universitário.
Criado em 2009, o coletivo Terra em Cena é historicamente ligado ao curso de Licenciatura em Educação do Campo (LEdoC/UnB) e às lutas por terra, cultura, emancipação e direitos humanos. Desde então, tornou-se uma rede que conecta estudantes, comunidades e artistas, mantendo diálogo permanente com territórios rurais, quilombolas e periferias urbanas.
Segundo Rafael Villas Boas, coordenador do festival, o grupo promove atividades de extensão para que as artes, como o teatro e o audiovisual, tenham capilaridade nos territórios. Dessa forma, as ações ultrapassam os muros da universidade.
“As comunidades, por intermédio dos estudantes, formam novos grupos de teatro e produção audiovisual. Fazem ações que articulam escola, comunidade, associações e movimentos”, diz o professor de LEdoC/UnB.
Construção coletiva
A sétima edição da mostra reúne quatro espetáculos teatrais, oficinas de cerâmica, muralismo, cineclubismo e teatro, além de uma exibição comemorativa dos filmes produzidos pelo Terra em Cena ao longo de sua trajetória.
Para Villas Boas, o festival é também um momento de reafirmar vínculos. “Nós celebramos e projetamos os próximos anos, reconhecendo a necessidade de fortalecer os elos com os movimentos sociais com os quais dialogamos”, completa.
Essa rede de intercâmbios é formada por coletivos urbanos, do campo e quilombolas que chegam ao Planalto Central vindos de diferentes estados.
Nesta edição, diversos grupos custearam suas próprias passagens para estarem no evento, como o Fuzuê, da Universidade Federal de São João del-Rei e o Estudo de Cena, de São Paulo. “Isso mostra que todos nós entendemos que o processo, e não apenas o produto artístico, é fundamental”, destaca o coordenador.
A presença dos grupos parceiros, segundo Villas Boas, reforça o caráter formativo da mostra e o compromisso com uma produção que nasce em diálogo com os territórios. “Pouco a pouco vamos colorindo a universidade de murais com a identidade camponesa e quilombola, de peças e filmes que contam histórias de um ponto de vista popular e não hegemônico”.
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Programação
Campus UnB de Planaltina — 26 a 29 de novembro de 2025
26 de novembro (quarta-feira)
19h – Sarau de abertura – Restaurante Universitário da UnB Planaltina
27 de novembro (quinta-feira)
8h às 12h – Mística e Oficinas (teatro, cineclubismo, cerâmica e muralismo)
14h às 15h – Mesa: Agroecologia e Cultura
15h às 16h – Canutura e estreia 005 – Movimentos Sociais
16h30 às 18h – Peça “Torg” (Coletivo Fuzuê – MG)
19h – Mostra de Audiovisual
28 de novembro (sexta-feira)
8h às 12h – Peça “Padrão” (Grupo Encena Halunga – GO) e oficinas
14h às 16h – Linhas de Pesquisa do Terra em Cena
16h30 às 18h – Peça “Plataforma” (Cia Estudo de Cena – SP)
29 de novembro (sábado)
Atividade conjunta com o Curso Escola da Terra
8h30 às 9h30 – Exposição de banners das escolas do campo
A partir das 9h30 – Mesa: “A Escola do Campo com o Centro Popular de Cultura”
Encerramento – Peça “Aurora” (Cia Burlesca – DF) e anúncio da Mostra de 2026
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