O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes estipulou neste sábado (29) prazo de cinco dias para que a defesa do general Augusto Heleno apresente documentos complementares que comprovem que o militar tem Alzheimer.
Augusto Heleno foi preso na última terça-feira (25) por envolvimento na trama golpista e está detido no Comando Militar do Planalto, em Brasília. A defesa tenta mudar o regime para prisão domiciliar, alegando que Heleno tem demência mista (Alzheimer e vascular).
Na sexta-feira (28), a Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer favorável à concessão de prisão domiciliar.
Durante o exame de corpo de delito, Heleno, que tem 78 anos, afirmou conviver com Alzheimer desde 2018. O general da reserva foi ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo de Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022.
No despacho, Moraes solicitou o exame inicial que teria diagnosticado a doença em 2018 e documentos que comprovem a realização de consultas para acompanhar a evolução da enfermidade. O ministro também questionou se Heleno informou sobre o diagnóstico ao serviço de saúde da Presidência da República, ao Ministério ou a algum órgão enquanto foi ministro.
Augusto Heleno foi condenado a 21 anos de prisão por participação do núcleo duro da tentativa de golpe de Estado.
