O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, informou, neste domingo (30), que pediu formalmente indulto ao presidente Isaac Herzog por processo de corrupção. De acordo com a agência de notícias AFP, ele alegou que prolongados processos judiciais estão dividindo o país.
O gabinete de Herzog, presidente israelense, informou que se “trata de um pedido extraordinário, que acarreta implicações significativas”. “Após receber todas as opiniões relevantes, o presidente analisará o pedido de forma responsável e sincera”, afirma um comunicado.
No início do mês, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou mensagem a Herzog para solicitar a concessão de indulto a Netanyahu. O primeiro-ministro nega ter cometido irregularidades.
Netanyahu dizia que pretendia provar a inocência dele em juízo. Ele justificou o pedido de indulto alegando interesse público ao destacar os “enormes desafios” enfrentados pelo país.
“A continuidade do julgamento está nos dilacerando internamente, provocando divisões profundas e intensificando as fraturas”, declarou em vídeo. Ele disse ainda acreditar que o fim do julgamento ajudaria a acalmar os ânimos e promoveria a ampla reconciliação que o país precisa.
Troca de favores
O julgamento do primeiro-ministro transcorre há quase seis anos. Netanyahu e a esposa, Sara, são acusados de aceitar produtos luxuosos avaliados em mais de US$ 260 mil de bilionários em troca de favores políticos. Entre os presentes estão itens como charutos, joias e bebidas.
Em outros dois casos investigados, ele é acusado de tentar negociar uma cobertura jornalística mais favorável em dois meios de comunicação israelenses.
Netanyahu tem 76 anos e é o primeiro-ministro israelense que permaneceu mais tempo no cargo, mais de 18 anos. É responsável por uma escalada de violência na região, como o genocídio em Gaza. Ele anunciou que pretende disputar as próximas eleições, que devem ocorrer próximo ao final do ano de 2026.
Com informações da AFP
