O Memorial da Democracia da Paraíba (MDPB), gerido pela Fundação Casa José Américo, abriu uma consulta pública para a construção do seu primeiro Plano Museológico, financiado por meio de emenda parlamentar da deputada federal paraibana Luiza Erundina (Psol-SP). A consulta on-line está aberta até o dia 10 de dezembro, e os interessados em participar devem acessar e preencher o formulário disponibilizado neste link.
Criado para preservar, difundir e ressignificar a memória das violações dos direitos humanos no período da ditatura militar no Brasil (1964-1985), como também lutar por verdade, justiça e reparação, o MDPB é coordenado pelas pesquisadoras Fernanda Rocha e Suelen Andrade, e inicia esse novo processo com o objetivo de qualificar a sua gestão e ampliar seu impacto social. A consulta pública está alinhada com as determinações do Estatuto de Museus e do Decreto nº 8.124/13.
“É importante que esses processos sejam feitos de forma participativa, isso é uma defesa que a gente faz ampla, não só para o Memorial da Democracia, que afirma o seu propósito de democracia, compartilhando o seu planejamento, mas também de forma geral, porque o entendimento da importância dessa participação é para que essa comunidade se aproxime desse museu”, salienta Maíra Dias, museóloga responsável pelo plano do MDPB e integrante da Rede de Educadores em Museus da Paraíba.

Para Dias, o Memorial da Democracia da Paraíba é um dos guardiões do legado da Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória do Estado da Paraíba (CEVPM-PB).
Planejamento e próximos passos
O processo de consulta pública também já teve um momento presencial. Após o encerramento da etapa on-line, conforme informa Dias, começa a fase uma nova etapa: “Vamos fazer o nosso trabalho de filtrar, organizar, tematizar essas contribuições entre aquelas que vão ser pensadas para a implementação, um plano museológico tem uma duração de três a cinco anos, e os demais vão compor um banco de projetos, que a depender do futuro possam ser implementados”.
A previsão é de que o plano seja publicado em janeiro de 2026. Segundo Suelen Andrade, o documento vai colaborar para compreensão do memorial em diversos aspectos: “Compreender quem somos, onde estamos e para onde vamos. Quais são as nossas fragilidades e como podemos melhorar”, pontua.
“Trata-se de um marco inicial que organiza necessidades, oportunidades e desafios, ao mesmo tempo em que estimula a participação contínua da comunidade na construção de um país mais democrático e justo”, enfatiza nota do MDPB.
Para participar da consulta pública, acesse aqui.
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