MOBILIZAÇÃO

Projetos para que o povo decida sobre privatização da Copasa são protocolados em cidades de MG

Propostas são inspirados na iniciativa apresentada em Belo Horizonte no dia 6 de novembro

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Outras oito cidades estão em elaboração dos textos que devem ser apresentados ao legislativo nos próximos dias
Outras oito cidades estão em elaboração dos textos que devem ser apresentados ao legislativo nos próximos dias | Crédito: Guilherme Bergamini/ALMG

Depois de Belo Horizonte, outras sete câmaras legislativas apresentaram projetos de lei (PL) para tornar obrigatória a realização de um plebiscito popular antes da privatização de estatais. As medidas foram tomadas após a derrubada da obrigatoriedade do referendo em nível estadual, articulada por Romeu Zema (Novo). 

Enquanto isso, em uma reunião de plenário nesta terça-feira (2), a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, em 1º turno, o Projeto de Lei 4.380/25, também de Zema, que autoriza a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). O texto foi aprovado, porém, diante de diversas críticas dos deputados da oposição e de manifestantes presentes na galeria. Ao final, a medida passou com 50 votos favoráveis e 17 contrários.

:: Saiba quem votou contra e quem votou a favor :: 

Os municípios que participam dessa mobilização são Contagem, com texto em autoria de Moara Sabóia (PT); Lagoa Santa, por Marcelo Monteiro (PV);  Montes Claros, por Iara Pimentel (PT); Divinópolis, por Vitor Costa (PT); Curvelo, por Douglas Veríssimo (PV), Albany de Souza (PV), Cássio Esperança (PV), Carlim da Lotação (União), Emerson de Souza (PRD) e Elias Trindade (PSD); Pedro Leopoldo, por Gael Silveira Araújo (PT); e Araxá, pelo Professor Jales (PT).

Outras oito cidades estão em elaboração dos textos que devem ser apresentados ao legislativo nos próximos dias. São elas: Resende Costa, Ribeirão das Neves, Monte Azul, Araçuaí, Goianá, Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo. 

Luta coletiva

Os projetos são inspirados na iniciativa apresentada em Belo Horizonte no dia 6 de novembro,  pelo vereador Bruno Pedralva (PT), e têm como respaldo o Marco Legal do Saneamento Básico, que torna de responsabilidade dos municípios a gestão dos serviços de abastecimento e esgotamento sanitário.

:: Entenda: Vereadores querem que população decida sobre privatização da Copasa em Belo Horizonte :: 

“É uma atitude corajosa, de enfrentamento, e que reafirma o compromisso desses vereadores com o povo mineiro. Quem está preocupado com a qualidade de vida dos mineiros está na luta em defesa da Copasa”, pontua o vereador Bruno Pedralva.

“O Zema articulou uma manobra nefasta junto a seus aliados da ALMG para calar o povo, mas é nosso dever enquanto representantes da sociedade lutar para que esse direito seja garantido”, continua o parlamentar. 

Editado por: Ana Carolina Vasconcelos

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