Imunização

Butantan festeja aprovação da vacina nacional contra dengue e já tem 1 milhão de doses prontas para SUS

Imunizante será absorvido ao PNI após definição do governo; estudo iniciado em 2009 teve mais de 16 mil voluntários

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Vacina da dengue do Instituto Butantan, primeira do mundo em dose única, foi aprovada pela Anvisa
Vacina da dengue do Instituto Butantan, primeira do mundo em dose única, foi aprovada pela Anvisa | Crédito: Renato Rodrigues/Comunicação Butantan

A diretora de Regulatórios, Qualidade e PMO (Escritório de Gerenciamento de Projetos) do Instituto Butantan, Rosilane de Aquino, celebrou a aprovação da nova vacina brasileira contra a dengue e afirmou que a instituição já tem mais de 1 milhão de doses prontas para entrega ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Sem dúvida nenhuma, estamos festejando desde o dia 26 [de novembro], quando foi anunciada essa decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária”, disse ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

Segundo ela, a estratégia de aplicação será definida pelo governo. “Toda essa delimitação da estratégia, quais vão ser as populações priorizadas, as regiões priorizadas, é uma coisa que vai ser delimitada pelo Ministério da Saúde”, explicou. Aquino revelou que o Butantan produziu o imunizante “sob risco”, antes mesmo da aprovação, pela confiança no processo regulatório. “Tínhamos plena convicção de que a vacina ia ser aprovada”, afirmou.

A diretora também destacou que o instituto já trabalha em alinhamento com o Programa Nacional de Imunizações (PNI) para garantir a incorporação da vacina ao calendário. “Temos hoje mais de 1 milhão de doses disponíveis para o Ministério da Saúde, para entregar tão logo sejam firmados os contratos”, anunciou. Ela lembrou que o país já utiliza outra vacina importada, distribuída a municípios para aplicação de pessoas entre 10 e 14 anos, e que o imunizante nacional chega como um “complemento”, dessa vez de dose única.

Aquino ressaltou ainda o caráter estratégico da produção em território brasileiro. “É uma conquista da ciência brasileira. Quando temos o investimento correto, direcionado para o interesse político, temos a capacidade de produzir produtos que são de interesse para a realidade da saúde pública do país”, apontou. Ela frisou que doenças como a dengue são muitas vezes negligenciadas por grandes farmacêuticas, o que torna fundamental que países do Sul Global assumam a própria produção, com potencial de exportação futura via organismos internacionais.

Sobre a trajetória de desenvolvimento, a diretora lembrou que o projeto começou em 2009 e envolveu “o maior estudo clínico já conduzido no Brasil, com participação de mais de 16 mil voluntários”. Para ela, o engajamento popular foi determinante. “É o que propicia chegarmos em um resultado claro, que demonstra de forma clara e evidente a segurança e eficácia do produto”, indicou.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 9h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Nathallia Fonseca
Ler em: English

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