Na noite deste domingo (7), a praça do Marco Zero, no Recife Antigo, recebe por mais um ano o espetáculo Caixa de Natal, show musical gratuito que transforma em palco as janelas e varandas do edifício da Caixa Cultural. A apresentação reúne um coral de crianças e adolescentes, com participações especiais da intérprete potiguar Roberta Sá e do bandolinista pernambucano Hamilton de Holanda. O espetáculo tem início às 18 horas, na fachada do nº 505 da avenida Alfredo Lisboa, no bairro do Recife, com encerramento previsto para as 19h30.
Com a proposta de apresentar o período do Natal como tempo de encontros, solidariedade e trocas também afetivas, o show busca cativar o público e contar histórias através de suas janelas, sempre reforçando a identidade cultural pernambucana. Esta é a 11ª edição do evento, que teve início em 2014 e é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Recife. A Caixa de Natal é fruto de um trabalho contínuo com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Elas participam de aulas semanais de canto coral e se apresentam sob a regência de Gleyce Vieira e Gilvan Lucas.
A apresentação musical é acompanhada por arranjos de Tovinho, coreografia de Bruna Renata e figurinos desenhados por Francisco Câmara, que contribuem para reforçar as dimensões sociais e históricas do Natal. Dezenas de profissionais participaram da pesquisa musical, concepção artística e preparação de figurinos. Se somam a eles a voz marcante de Roberta Sá e o virtuosismo de Hamilton de Holanda. A organização pede que o público leve ao menos um quilo de alimento não perecível a ser doado para a campanha Caixa de Natal Sem Fome, realizada em parceria com a Ação da Cidadania.
A Caixa promete estrutura de acessibilidade para o público. Há audiodescrição e intérprete de Libras, cadeiras para pessoas idosas, gestantes e com mobilidade reduzida, áreas para cadeirantes e neurodivergentes com acompanhantes. O evento é patrocinado pela Caixa Econômica Federal e pelo Governo Federal, realizado pelas produtoras Olê Olá e Zabumbas Falantes, sob a coordenação de Luiz Carlos “Lulinha” Filho e Diogo Leite, com apoio da Prefeitura do Recife e do Governo de Pernambuco.
