Agora é lei

‘Mãe da mata atlântica’, palmeira juçara se torna patrimônio do Estado do Rio

Iniciativa da deputada estadual Marina do MST (PT) reconhece importância da espécie para comunidades tradicionais

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A juçara tem vínculos históricos com diversos modos de vida de humanos que habitam os sistemas ecológicos que ela reexiste
A juçara tem vínculos históricos com diversos modos de vida de humanos que habitam os sistemas ecológicos que ela reexiste | Crédito: Tarcísio Leopoldo/MST-PR

Natural da Mata Atlântica, a palmeira juçara, espécie ameaçada de extinção, foi reconhecida como Patrimônio Histórico do Estado do Rio de Janeiro através da Lei 11.045/25, da deputada estadual Marina do MST (PT). A norma foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e sancionada pelo Governo do Estado na última sexta-feira (5).

A juçara é uma palmeira que quando adulta pode atingir até 15 metros de altura. Ela tem se mostrado estratégica para medidas de conservação ambiental, especialmente quando integrada a Sistemas Agroflorestais.

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Por adaptar-se bem à sombra e não gerar sombreamento excessivo, favorece o desenvolvimento de outras espécies e a recuperação de áreas degradadas. Além disso, seu cultivo associado a culturas como banana, café e erva-mate fortalece a geração de renda e reduz pragas, promovendo equilíbrio ecológico.

“Essa espécie corre sério risco de extinção devido à exploração predatória do seu palmito, frequentemente comercializado disfarçado de pupunha. Assim como esta árvore contribui na segurança alimentar e na geração de renda para comunidades tradicionais, estes grupos também mantêm um papel crucial na conservação e no manejo da espécie, e têm reivindicado seu reconhecimento oficial”, comentou a deputada Marina do MST.

A deputada ainda defendeu o fortalecimento da campanha “A Juçara é Nossa”, organizada pelo Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT), movimento que agrega povos e comunidades tradicionais da região da costa verde fluminense e que serviu de inspiração para a lei aprovada.

A deputada destacou que acompanha e fortalece ações de reflorestamento da palmeira em larga escala, como a semeadura aérea de toneladas de sementes de juçara e outras espécies nativas que integram a Jornada da Natureza, ação de luta pela Reforma Agrária Popular, restauração da Mata Atlântica e produção de alimentos saudáveis.

Organizada inicialmente pelo MST do Paraná, a iniciativa será lançada no estado nesta quarta-feira (10), como parte da programação da Feira estadual Cícero Guedes.

Editado por: Clivia Mesquita

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