A comissão executiva nacional do União Brasil decidiu expulsar o ministro do Turismo do governo Lula (PT), Celso Sabino, do partido. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (8), após uma reunião do diretório do partido em Brasília (DF).
Em publicação no perfil oficial do Instagram, a sigla justificou a expulsão como “infidelidade partidária”. Em outra publicação, o partido apresenta uma nota evidenciando o cancelamento da filiação de Celso Sabino.
“A expulsão decorre de uma representação apresentada contra Sabino, que permaneceu no Governo Federal, em atitude contrária a uma determinação do partido anunciada em setembro envolvendo todos os filiados”, informa a nota publicada pelo União Brasil no perfil da rede social.

Em setembro, o partido estabeleceu o prazo de 24 horas para que todos os filiados que ocupassem cargos no Executivo deixassem suas cadeiras, sob o risco de implicar “infidelidade partidária” para aqueles que continuassem nas funções.
A determinação, expedida em 18 de setembro, é mais um movimento do partido no processo de afastamento da base de apoio do governo federal.
Naquele mês, Sabino anunciou a saída e chegou a encaminhar a Lula uma carta de demissão. Na ocasião, o ministro afirmou que cumpriria uma agenda com o governo antes de deixar o cargo.
Pouco tempo depois, Sabino voltou atrás no anúncio e permaneceu nas agendas do Executivo, chegando a ressaltar seu apoio ao presidente Lula.
Sabino é deputado federal licenciado e está no segundo mandato pelo Pará. Ele se licenciou do cargo na Câmara dos Deputados para assumir a função no Ministério do Turismo em julho de 2023, substituindo Daniela Carneiro.
A desfiliação do União Brasil não deve afetar o mandato na Câmara e, conforme entendimento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ele poderá se filiar a outra sigla.
