Nesta segunda-feira (6), o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) realizou uma pintura coletiva do Banco Vermelho, uma iniciativa que nasceu na Itália e foi instituída no Brasil pela Lei nº 14.942/2024. O projeto consiste em instalar bancos pintados de vermelho para simbolizar as vidas perdidas por feminicídio, trazendo mensagens de reflexão e contatos de ajuda como o Ligue 180.
Sabrina Muniz, secretária-geral do SindBancários, explica que a entidade está realizando uma intervenção pelos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher e que aderiu à campanha do Banco Vermelho como forma de conscientização sobre os feminicídios. Ela destaca que, diferentemente de outros locais, o sindicato optou por realizar uma pintura coletiva dos bancos, envolvendo principalmente mulheres, mas também homens que quiseram participar, fortalecendo um momento de união e construção de uma realidade mais segura.

“Aqui na casa dos bancários e das bancárias, estamos fazendo uma intervenção pelos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher. Então nós estamos aderindo à campanha do Banco Vermelho, uma campanha de conscientização contra os feminicídios e contra a violência contra a mulher. E nós fizemos diferente aqui. Ao invés de a gente instalar o banco, nós mesmas pintamos os bancos na coletividade, uma mulherada, alguns homens também quiseram participar. Um momento muito potente, importante, de união das mulheres para que a gente possa construir uma realidade melhor e uma realidade onde a gente não morra por ter mulheres”, disse.

A ação integra a campanha dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, movimento internacional que promove conscientização, debates e iniciativas para enfrentar a violência de gênero.
Memória
Ao final da pintura, houve um momento de homenagem à Simone Oliveira da Silva, de 42 anos, trabalhadora do setor de limpeza do sindicato que foi assassinada a facadas no bairro Morro Santana, na zona norte de Porto Alegre pelo ex-companheiro, 46 anos, que não aceitava o fim do relacionamento. O caso aconteceu neste ano, e o homem acabou preso em flagrante por feminicídio.

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