Na última segunda (8), a caruaruense Vitória do Pife, uma das principais revelações música pernambucana contemporânea, lançou seu disco de estreia. Batizado de Sem Pergaminho, seu primeiro álbum conta com 14 músicas, explorando a tradição e a modernidade do pífano, com canções inéditas de autorais da artista. O projeto já está disponível nas principais plataformas.
Vitória é discípula do mestre João do Pife e vem circulando por grandes eventos, como o Rec-Beat e o Festival de Inverno de Garanhuns. Ela vem desenvolvendo uma simbiose entre a música tradicional do Agreste e os ritmos e linguagens que compõem a musicalidade brasileira, tudo a partir da força de identidade cultural de suas origens que o pífano carrega.
Em Sem Pergaminho, Vitória registra memórias e histórias que evidenciam todas as suas influências, como sua vivência religiosa na Jurema Sagrada e a união entre a tradição e a renovação. O projeto traz participações de nomes como Siba, Mestre Anderson Miguel, Renata Rosa, Rosberg Adonay, Bella Kahun e a Banda de Pífanos Caruaru Camaleão. Ela é acompanhada por Wallisson Santana no baixo, Wagner Santos e Danilo Felipe na percussão e bateria, e Valdemar Neto na guitarra e no violão de sete cordas.
“Esse é um momento bem especial, vai ser meu primeiro álbum. São 14 músicas que falam muito sobre quem eu sou e a forma como, intimamente, enxergo o mundo. Sinto que até então não tinha compartilhado esse meu lado com o mundo e agora me sinto pronta pra isso. A música é algo muito sensível, e sinto que junto da produção musical e os arranjos de Gabriel Bezerra, conseguimos entregar o sentimento que cada música pediu, isso me deixa completamente satisfeita.”, destaca Vitória.
Sem Pergaminho enlaça a raiz do Agreste com a raiz da Mata Norte e raiz da Jurema Sagrada em uma poética que reúne o místico com o real, buscando trazer o equilíbrio entre o sagrado e o profano, assim como seguem as tradições. O álbum tem direção musical e arranjos de Gabriel Bezerra e da própria Vitória, com produção executiva de Cecília Távora, captação do Studio di Fagner e mix e master de Leo D. O projeto conta com incentivo do Edital Programa de Fomento à Produção em Música de Pernambuco – Funcultura.
