Sim, eu posso!

Jornada de alfabetização de Maricá forma 800 estudantes em 2025

Projeto é dividido em duas etapas, uma para iniciantes e outra de aperfeiçoamento

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Ginásio decorado com bandeiras amarelas e laranjas penduradas no teto e com centenas de cadeiras brancas de plástico para acomodar formandos do projeto Sim, Eu posso!, seus familiares e amigos
Formatura de mais de 800 educandos é realizada na quadra de escola de samba União de Maricá | Crédito: Júllia Curvello/Prefeitura de Maricá/Divulgação

Na manhã desta sexta-feira (12), mais de 800 formandos da Jornada de Alfabetização “Sim, Eu Posso!” receberão seus diplomas. O projeto é uma iniciativa da prefeitura de Maricá, por meio do Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM) em parceria com a secretaria municipal de Economia Solidária, o Instituto Singular de Ideias Inovadoras (ISII). “A cada nova turma, reafirmamos que alfabetizar é muito mais do que ensinar letras e números: é abrir caminhos”, disse a coordenadora Geral do projeto, Paula França.

 O curso durou quatro meses e as aulas aconteceram nos quatro distritos da cidade em espaços diversos e comunitários como bares, igrejas, garagens e escolas municipais, adaptados e transformados em ambientes acolhedores pelos educadores e coordenadores do projeto. 

O projeto é inspirado no método cubano de alfabetização de jovens adultos e idosos e tem duas etapas. A primeira fase é destinada à educandos no início da alfabetização, utilizando 65 videoaulas que associam letras (desconhecidas) a números (conhecidos), facilitando o aprendizado. Já a segunda parte promove o aprofundamento da leitura e da escrita por meio de atividades contextualizadas na realidade de Maricá e abordam conteúdos como história, cultura, trabalho, saúde, habitação e agroecologia. 

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“Hoje eu consigo ajudar meus netos nas tarefas. A gente nunca é velho demais para realizar um sonho”, conta José Carlos, 67 anos, pedreiro e educando da segunda fase. 

Para Silvia Moreira, 82 anos, educanda da primeira fase, a principal conquista foi a autonomia: “No início eu achava que não ia dar conta. Agora, quando eu leio uma mensagem no celular sozinha, parece que o mundo ficou maior”. 

O projeto começou em 2023, quando quase mil maricaenses foram alfabetizados em seis meses, ano que sua expansão foi consolidada. Em 2024 foram mais de 800 formando, quantidade que se repete em 2025.

Editado por: Juliana Passos

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